domingo, 8 de setembro de 2013

Tiago Monteiro perto da vitória em Sonoma

Tiago Monteiro foi um sério candidato a vencer a primeira corrida do WTCC em Sonoma. O piloto português esteve muito forte nas primeiras voltas na pista americana, forçando a ultrapassagem a Yvan Muller e pressionando Tom Chilton. No entanto, até ao final, a distância foi aumentando gradualmente e Monteiro perdeu terreno para o piloto da RML.
Yvan Muller não teve carro nem pneus para acompanhar o ritmo dos dois primeiros. Ainda se pensou que o francês estivesse a poupar os pneus para atacar no final, mas ficou muito longe, e com Nykjaer fora dos pontos, não tinha nada a perder em poupar o material. Alex MacDowall e James Nash perseguiram o líder do campeonato, com MacDowall a mostrar-se a Muller algumas vezes nas primeiras voltas, mas sem ser um ataque sério.
Gabriele Tarquini garantiu o sexto posto, isolando-se da luta que seguia atrás de si pelo sétimo lugar, e que envolveu Tom Coronel, Rob Huff, Marc Basseng, Stefano d'Aste e Pepe Oriola. Coronel, em particular, estava muito agressivo e tocou várias vezes na traseira do SEAT de Huff.
Classificação:
1º Tom Chilton (Chevrolet) 13 voltas
2º Tiago Monteiro (Honda) a 2.161s
3º Yvan Muller (Chevrolet) a 6.534s
4º Alex MacDowall (Chevrolet) a 10.659s
5º James Nash (Chevrolet) a 12.676s
6º Gabriele Tarquini (Honda) a 14.897s
7º Tom Coronel (BMW) a 18.530s
8º Rob Huff (SEAT) a 21.561s
9º Marc Basseng (SEAT) a 22.558s
10º Stefano d'Aste (BMW) a 23.266s
Fonte:Autosport
Ramos Pardal

Grande Prémio de Itália de F1 – Vettel não deu hipóteses

O piloto alemão voltou a ganhar mais uma corrida do campeonato, ou seja a sexta desta temporada, e também contabiliza a trigésima segunda vitória em toda a sua carreira na F1.
A história desta corrida do ponto de vista do vencedor escreve-se em poucas palavras, já que Vettel garantiu a vitória com grande facilidade e os seus mais directos adversários pouco ou nada puderam fazer para contrariar o piloto alemão, que vê assim o título de pilotos cada vez mais perto, são já 53 pontos de vantagem para o segundo classificado, o espanhol Fernando Alonso.
Para além do domínio de Vettel, a corrida em Monza ficou marcada por um bom arranque de Fernando Alonso que lhe permitiu terminar a corrida no lugar seguinte do pódio. O piloto espanhol não conseguiu incomodar o líder e apesar de tudo, este foi um bom resultado. No último lugar do pódio ficou o outro piloto da Red Bull.
Mark Webber amealhou pontos importantes para ao campeonato de construtores, onde a Red Bull se destaca (e muito) das restantes equipas. Webber foi o grande perseguidor de Alonso durante grande parte da corrida, e o resultado final pode foi de facto positivo, já que no final da corrida o monolugar do piloto australiano estava com problemas na caixa de velocidades.
Em quarto lugar ficou o brasileiro Filipe Massa, que realizou uma boa corrida dentro do que era possível fazer. Atrás do piloto brasileiro ficou Nico Hulkenberg em Sauber, ganhando a melhor em pista na batalha com o alemão Nico Rosberg em Mercedes, que terminaria em 6º.
Em sétimo ficou o futuro piloto da Red Bull, Daniel Ricciardo que fez uma boa corrida ao volante do monolugar Toro Rosso.
Outros protagonistas da corrida, como os (ex) campeões de outras épocas os resultados não foram brilhantes. Lewis Hamilton teve problemas de caixa no seu monolugar e foi apenas nono classificado. Jenson Button ao volante do Mclaren foi décimo e amealhou apenas um ponto, ficando à frente de outro campeão do mundo, o finlandês Kimi Raikkonen em Lotus. Este último segundo a imprensa alemã terá garantido um lugar da Ferrari para a próxima temporada o que a ser verdade deixa Filipe Massa fora da Scuderia.
Classificação Final:
1. Vettel Red Bull-Renault 1h18m33.352
2. Alonso Ferrari + 5.4s
3. Webber Red Bull-Renault + 6.3s
4. Massa Ferrari + 9.3s
5. Hulkenberg Sauber-Ferrari + 10.3s
6. Rosberg Mercedes + 10.9s
7. Ricciardo Toro Rosso-Ferrari + 32.3s
8. Grosjean Lotus-Renault + 33.1s
9. Hamilton Mercedes + 33.5s
10. Button McLaren-Mercedes + 38.3s
11. Raikkonen Lotus-Renault + 38.6s
12. Perez McLaren-Mercedes + 39.7s
13. Gutierrez Sauber-Ferrari + 40.8s
14. Maldonado Williams-Renault + 49.0s
15. Bottas Williams-Renault + 56.8s
16. Sutil Force India-Mercedes + 1 Volta
17. Perez McLaren-Mercedes + 1 Volta
18. van der Garde Caterham-Renault + 1 Volta
19. Bianchi Marussia-Cosworth + 1 Volta
20. Chilton Marussia-Cosworth + 1 Volta
Pilotos:
1. Vettel 222
2. Alonso 169
3. Hamilton 141
4. Raikkonen 134
5. Webber 130
6. Rosberg 104
7. Massa 79
8. Grosjean 57
9. Button 48
10. Di Resta 36
11. Sutil 25
12. Perez 18
13. Ricciardo 18
14. Hulkenberg 17
15. Vergne 13
16. Maldonado 1
Construtores:
1. Red Bull-Renault 352
2. Ferrari 248
3. Mercedes 245
4. Lotus-Renault 191
5. McLaren-Mercedes 66
6. Force India-Mercedes 61
7. Toro Rosso-Ferrari 31
8. Sauber-Ferrari 17
9. Williams-Renault 1
Fonte:Autoblog
Ramos Pardal

Rallye de Serpa - Flor do Alentejo Ricardo Teodósio vence sem oposição

Depois da vitória entre os 4x4 no Rali de Beja, Ricardo Teodósio regressa ao interior alentejano para obter nova e folgada vitória absoluta, desta feita no Rali de Serpa.
Sem dar quaisquer chances aos seus adversários, Ricardo Teodósio liderou em toda a linha esta prova, vencendo todas as classificativas, obtendo uma vitória fácil, num rali que parecia desenhado para o seu estilo de condução.
Mais interessante foi a luta pelo segundo lugar, mesmo se Márcio Marreiros esteve durante toda a prova (excepto na super-especial) nessa posição. O piloto do Mitsubishi amarelo nunca esteve em posição de gerir a sua prova, tanto mais que atrás de Orlando Bule e João Correia, ambos em Mitsubishi travavam animada luta. Com a desistência de Bule, quer Marreiros quer Correia ficaram com as suas posições definidas à geral.
Para Carlos Martins foi um rali complicado e logo quando jogava em casa. O piloto de Serpa tinha ambições na luta pela vitória, mas o turbo do Mitsubishi não colaborou o que atrasou bastante o piloto que não conseguiu melhor do que o 4º lugar.
José Merceano, também ele em EVO, fechou o lote dos cinco primeiros, ficando na frente de João Martins Irmão de Carlos Martins) na sexta posição.
A vitória nas duas rodas motrizes foi para Marco Ferreira, que fez uma excelente prova com o seu Citroen Saxo, mas a segunda posição ficou nas mãos de Paulo Santos, que assim cimentou ainda mais a liderança entre os 2WD no Regional Sul.
Classificação Geral
Fonte: Ralisonline
Ramos Pardal

Pedro Salvador dominou no Caramulo

Pedro Salvador voltou a vencer e mais uma vez fez cair records. Desta feita, fê-lo perante o público muito numeroso, que assistiu in-loco à Rampa do Caramulo, sétima prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Montanha.
Na Categoria 1, António Nogueira voltou a vencer, tendo o foco de atenção estado centrado nas lutas pelas posições secundárias, com Joaquim Teixeira a levar a melhor perante os dois “endiabrados novatos” , Carlos Torres e Manuel Pereira, que aqui fizeram a segunda rampa das suas carreiras.
Ivan Vlasov foi o vencedor da Troféu Nacional de Montanha de Baixa Cilindrada, com o Volkswagen Golf 1.3.
Nos clássicos da Categoria 4, Francisco Marrão foi “obrigado” a vencer, pois alinhou novamente sozinho, enquanto Armando Saínhas foi o melhor com Ford Escort MK1.
Nota final francamente positiva para a organização do Caramulo Motor Festival e para o Targa Clube no plano desportivo.
Subida de Treinos
Tiago Reis começa da melhor maneira. Aproveita o fresco da manhã para realizar um tempo canhão, que o coloca a duas décimas do melhor tempo de treinos de Pedro Salvador. Paulo Ramalho e João Fonseca continuam na sua guerra particular. Pedro Salvador optou por não alinhar nesta subida.
Na Categoria 1 António Nogueira mantém-se firme na liderança. A oposição é agora de Carlos Torres a quase seis segundos. Mas este segundo posto promete dar que falar. Outro “novato” nestas andanças das rampas dá nas vistas: chama-se Manuel Pereira e é terceiro a quatro décimas do Porsche de Torres. Joaquim Teixeira, é o quarto classificado da Categoria e três décimas de segundo separam-no do terceiro posto. Mas o equilíbrio de andamentos não se fica por aqui, Luís Silva está a pouco mais de meio segundo de Teixeira e resumindo tudo: há quatro pilotos separados por um segundo e três décimas.
Nos clássicos, Domingos Fernandes rodou à frente de Abel Marques e reforça a promessa de que as lutas dos Autobianchi´s está para durar!
Segunda subida de prova
Pedro Salvador voltou a ser o mais rápido e mais uma vez fez baixar a melhor marca do traçado do Caramulo. O record é agora de 1m18,275s.
Tiago Reis, por seu turno é 1,9 segundos mais lento, mesmo depois de ter melhorado 1,9 segundos em relação à subida de prova de Sábado.
A segunda subida de prova, segunda da manhã de Domingo, foi de um modo geral mais rápida Paulo Ramalho e João Fonseca baixaram os tempos em média dois segundos e Paulo Ramalho mantém-se à frente do piloto da Covilhã.
Na Categoria 1, António Nogueira continua como um líder incontestado, mas mais lá para trás, está tudo ao rubro. Joaquim Teixeira baixa para o segundo 29 e é agora o segundo classificado, à frente de Manuel Tavares, com 3,4 segundos de vantagem, nas contas das duas subidas.
Carlos Torres, faz a segunda melhor marca da Categoria 1, com 1m29,6s, mas fruto do mau tempo da subida oficial de sábado, não dá para ser melhor do que quarto classificado, pois o terceiro posto está ocupado por Manuel Pereira. O homem do Mitsubishi Lancer Evo VI, mantém-se a frente do Porsche de Carlos Torres, mas a vantagem, feitas as contas das duas subidas é de uma décima de segundo!
Luís Silva queixa-se da embraiagem do BMW e piora sete décimas, relativamente à anterior subida oficial. Carlos Cerca, em Porsche GT2, roda consistentemente no segundo 33 (em ambas as subidas) e trás “colado” à traseira o Mitsubishi Lancer de Miguel Ferreira da Silva. No que aparenta ser um duelo de Mitsubishis Nelson Trindade, está a duas décimas.
Seguem-no Bernardo Sá Nogueira e Herlander Trindade, numa luta, mais uma, que promete.
Nos clássicos as novidades, nem sempre boas, vêm da Categoria 4, com Francisco Marrão a não concluir a subida, devido a um problema eléctrico.
Final
Feitas as contas Pedro Salvador somou 3m36,808s o que lhe dá a vitória com uma vantagem de 4,062 segundos sobre Tiago Reis. Na última subida a embraiagem do Juno pareceu “patinar” um pouco e o tempo ter-se-á ressentido, mesmo assim só perdeu três décimas de segundo, face ao record do traçado, que lhe pertence.
Tiago Reis foi segundo, mas este é já um resultado que não conta para o Campeonato, pois as seis pontuações já conseguidas atribuem-lhe o título.
Na luta pelo mais baixo do pódium João Fonseca conseguiu baixar ao segundo 22,4 e dessa forma chegou a terceiro. Paulo Ramalho terminou a duas décimas, nas contas finais.
Na Categoria 1, António Nogueira já não tinha de se esforçar para vencer e aparentemente não o fez. Os resultados das duas subidas anteriores atribuíram-lhe o tempo final de 2m47,254s, que o colocam com uma vantagem de 12 segundos sobre Joaquim Teixeira.
O piloto do Seat Leon teve mesmo que suar, para conseguir manter Carlos Torres em respeito e fê-lo por escassas quatro décimas.
As lutas pelas posições imediatas foram igualmente empolgantes. Já vimos que Carlos Torres veio ao Caramulo provar que “a quem sabe não esquece”, mesmo que a sua especialidade tenham sido os ralis… Mas que dizer então, de quem faz aqui a segunda prova e anda a discutir as posições da frente? Falamos de Manuel Pereira, que terminou a 1,3 segundos de Torres.
Luís Silva confirmava os seus receios (a embraiagem estava a falhar na subida anterior) e já não fazia a ultima subida. Os resultado obtidos era suficientes para ser 5º da Categoria.
A luta que ficava por decidir e que envolvia os homens dos Mitsubishi Lancer Evo IX, acabava por pender para o lado de Miguel Ferreira da Silva, que assim batia Nelson Trindade por um segundo.
Bernardo Sá Nogueira fecha as contas com 3m05,403s e mais uma vez vence a classe. Oitavo da Categoria, 12º da geral.
Carlos Cerca e Herlander Trindade fecham o grupo dos dez da frente na Categoria 1.
Ivan Vlasov vence entre os 1300 (TNBCM), depois de bater Ricardo Sousa, que tinha como argumento para combater o VW Golf do Russo, um Fiat Uno. Entre eles classificou-se Sofia Mouta, a única senhora que, este ano, participa no CPM.
Francisco Marrão resolveu o problema eléctrico do Ford Escort e terminou com o tempo de 3m19,732s.
Passando à Categoria 3, Armando Saínhas dominou, com o Ford Escort. Obteve 3m21,178s. Pedro Figueiredo é segundo e vence entre os “menos de 1300”, com o Datsun 1200. Nas lutas dos Autobianchi´s Domingos Fernandes levou a melhor sobre Abel Marques.
Fonte:MotoresMagazine
Ramos Pardal

Sexto título para Miguel Barbosa

Miguel Barbosa e Miguel Ramalho, aos comandos do Mitsubishi Racing Lancer, foram os vencedores incontestados da Baja Proença – Oleiros 2013, prova organizada pela Escuderia Castelo Branco na zona do pinhal interior, onde o piloto acabou por garantir – sem surpresas – mais um título absoluto em Todo-o-Terreno.
Sem qualquer tipo de oposição, pode dizer-se que Miguel Barbosa começou o seu domínio na Super Especial, precisamente o percurso em que se apercebeu de que poucos adversários teria no dia seguinte, já que Helder Oliveira dava um toque e atrasava-se e Nuno Matos não completava a Super Especial, com um problema de transmissão no Opel Mokka. Ficava para dar luta ao penta-campeão nacional, o BMW de Pedro Grancha e… pouco mais, pelo que não foi difícil à equipa do Mitsubishi ir ampliando a sua vantagem nos dois setores seletivos e garantir uma vitória absolutamente merecida.
Na super-especial, também o Evoque Cattiva de Henrique Silva, se atrasava de forma irremediável, o que fazia com que para a oposição a Grancha, restassem apenas o BMW de Oliveira – reparado durante a assistência após a SSS – e ainda a Nissan Off Road de paulo Graça, já que o BMW de André Amaral poucos quilómetros faria no setor – mas o certo é que o fim de semana não iria ser o mais agradável, para o piloto de Barcelos, que acabou por perder cerca de seis minutos logo no início do setor– um cabo solto – e desistiu quase no final do segundo pelo que e a tarefa de Barbosa ficou ainda mais facilitada.
No início do primeiro setor, “Tucha” capota, ao entrar no pó depois de deixar passar o Mokka de Nuno Matos, interrompendo a especial para os que o seguiam e que acabaram por fazer neutralizados, a distância de CPH1 a CPH2, o que alterou de alguma forma a classificação, principalmente entre os T8.
No segundo setor tudo mais calmo e a vitória a sorrir a Miguel Barbosa, que assim renova pela sexta vez o seu título absoluto de Todo-o-Terreno com toda a justiça. Por atribuir ficam os títulos de T2 e T8, com Edgar Condenso a reforçar a liderança após triunfar nesta prova e César Sequeira a perder para Bruno Pinhão entre os T8, mas a conseguir mais pontos, que lhe dão um novo alento para o Campeonato. Entre os TT Classic e a Promoção, a vitória foi para Fernando Cunha / Vitor Fragoso, numa Nissan Navara.
Motos, Quads e Buggies muito animados
Nas motos o triunfo foi discutido a palmo entre Luis Ferreira e António Maio, com o piloto de Borba a atacar a fundo no prólogo – que ganhou – mas a não conseguir resistir aos ataques de Ferreira, que apenas não passou à frente em CPH 1 no primeiro setor, para depois caminhar de forma irresistível para o triunfo. Debilitado, Mário Patrão não deu a devida luta, ficando em terceiro lugar a mais de cinco minutos do vencedor e à frente de Helder Rodrigues, que perdeu mais de 15 minutos para Ferreira.
No que respeita aos Quads a discussão do triunfo foi entre Roberto Borrego e André Mendes, com o piloto da Yamaha a garantir mais de oito minutos de vantagem sobre o seu adversário e Marco Baltazar a terminar em terceiro a quase 18 minutos do vencedor.
Finalmente nos UTV – Buggies, João Dias e Nuno Passos mantiveram a invencibilidade do prólogo, garantindo a vitória com 1m38 de vantagem sobre Nuno Tavares, colocando-se Roberto Galart e Cristobal Mora no terceiro posto desta categoria que está cada vez mais competitiva.
Fonte:Motoresmagazine
Ramos Pardal

sábado, 3 de agosto de 2013

Paulo Gonçalves vence Rallye dos Sertões

O piloto minhoto da Honda terminou a última etapa na terceira posição e não deixou fugir a vitória na quinta e penúltima prova do Mundial de Todo-o-Terreno
À quinta tentativa, Paulo Gonçalves sagrou-se este sábado vencedor de uma das provas da temporada do Campeonato do Mundo de Todo-o-Terreno. O piloto de Gemeses (Esposende), em representação da equipa oficial Honda Speedbrain, nem sequer precisou de se aplicar numa derradeira tirada em que foi terceiro, pois o triunfo alcançado na véspera concedeu-lhe a tranquila vantagem de 25 minutos sobre o mais direto perseguidor, o francês Cyril Despres.

Com esta vitória, Paulo Gonçalves reforçou a vice-liderança do Mundial, atrás de Marc Coma (KTM), quando falta apenas disputar o Rali dos Faraós (28 de setembro a 6 de outubro), no Egito. No entanto, para se proclamar campeão mundial e repetir o feito de Hélder Rodrigues, em 2011, o minhoto terá de vencer o rali africano e esperar que o espanhol termine abaixo do quarto lugar.

Fausto Mota (Yamaha), outro português envolvido no Rali dos Sertões, foi sétimo na última etapa e ficou em oitavo na geral.
Ramos Pardal

Rali Vinho da Madeira - 1ª etapa: Basso adianta-se

O segundo dia do Rali Vinho da Madeira ficou marcado pelo domínio de Giandomenico Basso, mas esse domínio deveu-se em grande parte aos pneus.

O piloto transalpino usa os novos Michelin homologados para as regras do Europeu, ao passo que Bruno Magalhães corre com os Pirelli com rasgos feitos para ficarem conforme. As diferenças foram notórias, com Basso a imprimir o seu ritmo e o piloto português e impôr um ritmo para poupar os pneus que se deterioram com facilidade.

Para além disso Bruno Magalhães sofreu um furo lento na 4ª PE que o levou a perder uma dezena de segundos. Num rali onde as diferenças são curtas, Magalhães está a 19,9s do líder Basso numa luta de dois Peugeot 207 S2000 emque a diferença está nos pneus. Do 2º para o 3º lugar o fosso já é superior a 2 minutos.

O degrau mais baixo do pódio é ocupado por Miguel Nunes no Mitsubishi Lancer Evo X, também ele a tentar poupar pneus, mas ainda assim a fazer um excelente rali. Sem limitações, pelo menos de pneus porque usa as habituais borrachas do CPR surge Pedro Meireles, que por essa razão dos pneus não aparece na classificação oficial da prova.

Luca Betti está no 5º lugar bem próximo de Pedro Meireles, mas esperava-se um pouco mais do homem do Ford Fiesta S2000. Luís Serrado com o Peugeot 206 S1600 é o melhor das duas rodas motrizes, tendo esta categoria assistido ao abandono de João Silva com problemas de motor no Renault Clio.

A etapa de amanhã do Rali Vinho da Madeira terá seis troços, estando o final do rali previsto para meio da tarde.
Fonte:Sportmotores
Ramos Pardal

Rali da Finlândia: Ogier vence contra a tradição

O francês Sébastien Ogier (Volkswagen Polo-R) venceu este sábado o Rali da Finlândia, oitava de 13 etapas do Campeonato do Mundo, tornando-se o quinto piloto não finlandês ou sueco a triunfar nesta prova.


"Foi um grande fim de semana e é genial ganhar aqui", afirmou Ogier após a última classificativa, uma "power stage" ganha pelo segundo classificado do rali, o belga Thierry Neuville, que assim marcou três pontos de bónus. A terceira posição foi para o norueguês Mads Ostberg, aos comandos de outro Ford Fiesta RS.


Na região de Jyvaskyla, Ogier alcançou a sua quinta vitória da temporada, após os triunfos na Suécia, no México, em Portugal e na Sardenha, e ampliou a liderança do Mundial, dispondo de quase o dobro dos pontos do segundo classificado, o mesmo Neuville (181 contra 91).


O triunfo colocou-o um pouco mais perto do título e da sucessão do seu compatriota Sébastien Loeb, nove vezes campeão do Mundo.


"Ganhar aqui tem um grande significado e estou orgulhoso de me juntar a Carlos [Sainz, espanhol duas vezes campeão mundial] e aos outros franceses [Didier Auriol e Sébastien Loeb] no palmarés desta prova. É também um grande passo rumo ao título", afirmou Ogier.


Sainz (1990), Auriol (1992), o estónio Markko Martin (2003) e Loeb (2008, 2011 e 2012) constavam como os únicos pilotos não finlandeses ou suecos a vencer no Rali da Finlândia, que se disputa desde 1951 e que a partir de 1973 integrou sempre o calendário do campeonato do Mundo, exceto em 1995.


Ogier assumiu o comando no Rali da Finlândia na sexta-feira à tarde e não mais o largou, fazendo inclusivamente o melhor tempo nas duas passagens na emblemática especial de Ouninpohja.


A luta pelo segundo lugar jogou-se precisamente na segunda passagem por Ouninpohja, quando Ostberg não evitou um pião e perdeu preciosos segundos para Neuville, que agradeceu o deslize na sua segunda participação num dos mais difíceis ralis do Mundo.


A próxima prova do Mundial, o Rali da Alemanha, disputa-se de 22 a 25 de agosto.
Ramos Pardal

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Rallye da Finlândia - dia 2 OGIER comanda !


O segundo dia do Rali da Finlândia mostrou que no meio da confusão inicial, houve um piloto a destacar-se e este foi o do costume: Sebastien Ogier, no seu Volkswagen, que aproveitou os problemas dos Ford de Thierry Neuville e Mads Ostberg para conseguir uma vantagem de 38,5 segundos, quando ainda falta mais um dia de rali para ser concluido.
Isto começou como acabou ontem: com a "dança das cadeiras" n
o comando do rali. Depois de Neuville ter iniciado o dia no comando, Ogier e Ostberg partiram para o ataque, com o norueguês a ficar com o comando após a segunda classificativa do dia, mas apenas por... 0,8 segundos. Na altura, Ogier afirmava que “no último troço tive algumas cautelas na parte mais rápida pois era mesmo muito rápido e estreito”. Por seu lado, Ogier confessava na altura que “estou contente com o meu ritmo, mas o Mads está a andar muito depressa!”.
Mas esse ritmo já tinha causado os primeiros estragos: na nona especial, Juho Hanninen sofreu um toque no seu Ford Fiesta WRC que lhe deixou danos graves na roda direita e puseram um ponto final na excelente prova que estava a fazer. Com esse deslize, Hanninen abriu a porta do quinto lugar ao inglês Kris Meeke, fazendo com que Andreas Mikkelsen regressasse ao sexto posto com o seu Volkswagen e Jarkko Nikara colocasse o Mini JCW WRC na melhor posição em que um carro desses já andou este ano, no sétimo posto.
E nessa altura, já Robert Kubica andava no "top ten", com o seu Citroen DS3 WRC2.
Pela parte da tarde, o ritmo continuou elevado entre Ogier, Ostberg e Neuville, desta vez com o piloto da Volkswagen ao ataque, conseguindo transformar a desvantagem de 0,8 segundos numa vantagem de 9,9 segundos. E esse ritmo fez estragos entre os da frente, especialmente Hirvonen, que teve... dois furos na 12ª classificativa. Por causa disso, sofreu um atraso de 35,6 segundos e poderá ter ficado definitivamente de fora da luta pela vitória. Já Neuville tinha algumas dificuldades nos troços e atrasava-se em relação a Ogier e a Ostberg, que mais tarde, também sofreria um furo na 14ª classificativa e baixava para o terceiro posto. “É inacreditável, a partir da agora tudo é uma lotaria!”, disse o norueguês.
E com isso, Ogier distanciou-se, conseguindo uma vantagem que parece ser confortável para Thierry Neuville, e deixando até os finlandeses... fora do pódio, já que Hirvonen está a um minuto de Ogier. Chris Meeke é o quinto classificado, apesar de ter sido prejudicado por um acidente com Evgueny Novikov, que decidiu fazer uma parte da classificativa com o capô aberto, caindo para o nono lugar. O piloto inglês é o quinto com o seu Citroen DS3 WRC, mas tem a companhia de Jarko Nikkara, que subiu ao sexto posto após a quebra da suspensão por parte do Volkswagen de Anders Mikkelsen.
Dani Sordo é o sétimo, numa prova demasiado modesta para o piloto da Citroen, seguido por Jari Ketomaa, o melhor do WRC2, Evgueny Novikov e o polaco Robert Kubica.

O rali da Finlândia termina amanhã.
Ramos Pardal

Rali Vinho da Madeira - Bruno Magalhães comanda

Bruno Magalhães terminou o primeiro dia do Rali Vinho da Madeira com 3,2s de vantagem sobre o seu grande rival na luta pela vitória, Giandomenico Basso. O piloto italiano tinha sido o mais rápido na especial de abertura, Campo de Golfe 1 (15,99 km), onde Magalhães ficou no segundo posto, a 1,3s do antigo campeão da Europa e do IRC.
Contudo, o piloto português aumentou o andamento nos 22,01 km da conhecida especial de Chão da Lagoa, batendo Basso por 4,5s e passando a liderar a competição. Os dois Peugeot 207 S2000 estão já numa competição à parte pois o terceiro classificado, o Mitsubishi Lancer R4 de Miguel Nunes, está a 29,9s de Bruno Magalhães e Luca Betti (Ford Fiesta S2000), o quarto, perdeu já 49,5s para o líder. O Skoda do ucraniano Oleksander Saliuk completa para já o top-5, a 55,2s de Magalhães.
Fonte:Autosport