sábado, 5 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Carlos Sainz na frente

Carlos Sainz começou da melhor forma o Dakar
2013, ao vencer a curta especial de
 abertura da prova. No pólo oposto, Robby Gordon foi o primeiro a ter problemas neste Dakar, com o seu Hummer a ficar cerca de dez minutos parado em plena especial, cedendo um total de 10m35s para Sainz. O argentino Lucio Alvarez, no bem preparado Toyota, foi segundo, a oito segundos do espanhol, com Nasser Nasser Al-Attiyah e Guerlain Chicherit (Team SMG) ex-eaquo a 10 segundos do melhor tempo. Quinto classificado, Ronan Chabot confirma a competitividade dos buggies do Team SMG, ficando logo atrás do seu colega de equipa. Stéphane Peterhansel foi sexto, juntamente com a dupla polaco-portuguesa, Krzysztof Holowczyc e Filipe Palmeiro (e ainda o russo Novitskiy), todos empatados a 34s do líder. Giniel de Villiers (Toyota) foi nono e Nani Roma (MINI) fechou o top 10. Carlos Sousa e Miguel Ramalho, em Great Wall foram apenas 18º, uma posição atrás de Orlando Terranova e Paulo Fiúza, outros dos navegadores lusos presentes na prova. O colega de equipa de Carlos Sousa na Great Wall, o chinês Zhou foi 28º, perdendo 1m15 para Sainz
Ramos Pardal

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Kopecky lidera Jannerallye

A primeira etapa do Jannerallye foi marcada pelas difíceis e diversas condições climatéricas, num dia onde neve, chuva e nevoeiro se dividiram pelas dez provas especiais de classificação da primeira etapa do Europeu de Ralis 2013.
Jan Kopecky assumiu a liderança logo na especial de abertura, mas na segunda o checo cedeu vinte sete segundos para Raimund Baumschlager que desta forma começava a recuperar o tempo perdido na especial de abertura, depois de uma escolha errada de pneus para essa especial, mas que se revelou mais acertada para os troços seguintes que se apresentaram repletos de gelo, fechando a primeira secção a apenas dois segundos de Kopecky, enquanto Vaclav Pech ocupava o terceiro lugar a distância idêntica de Kopecky.
Na segunda ronda pelos troços foi a vez de Baumschlager assumir a liderança da prova, mas Kopecky viria a recuperá-la no sexto troço, com as especiais a mostrarem-se agora mais chuvas com neve e alguma terra.
A vantagem de Kopecky não era significativa para Baumschlaher, mas agora o piloto que o começava a ameaçar era o francês Bryan Bouffier, que depois de um início um pouco apagado, veio a subir ao longo da etapa, fechando o primeiro dia de competição a vinte segundos do Skoda.
Raimund Baumschlager terminou a primeira etapa no terceiro posto, com o austríaco a dizer que agora a sua principal preocupação é o Campeonato austríaco, embora se mostre com vontade de defender este lugar do checo Vaclav Pech, que leva para já o MINI JCW S2000 ao quarto posto, tendo sido um dos vencedores de especiais da etapa de hoje, num dia onde ainda assim cometeu muitos erros.
No quinto posto surge o experiente François Delecour, que nesta sua estreia com a Kronos acabou por ter uma primeira etapa bastante regular, apesar de ter feito três especiais com a manete da caixa de velocidades partida, tendo ainda sido alvo de uma penalização de um minuto por ter entrado por avanço num controlo horário.
Em Subaru Impreza Sti,  Kajetan Kajetanowicz é o melhor entre os Grupo N convencionais, seguido do austríaco Beppo Harrach, que na fase inicial da etapa ainda andou pelo pódio.
Classificação Após 1ª Etapa:
1º Jan Kopecky/Pavel Dresler – Skoda Fabia S2000 – 1h30m36,5s
2º Bryan Bouffier/Olivier Fournier – Peugeot 207 S2000 a 20,2s
3º Raimund Baumschlaer/Klaus Wicha – Skoda Fabia S2000 a 38,9s
4º Vaclav Pech/Petr Uhel – MINI JCW S2000 a 2m24,7s
5º François Delecour/Dominique Savignoni – Peugeot 207 S2000 a 2m49,s
6º Kajetan Kajetanowicz/Jaroslav Baran – Subaru Impreza Sti a 2m53,3s
7º Beppo Harrach/Leopold Welsersheimb – Mitsubishi Lancer Evo IX a 3m20,6s
8º Jaroslav Orsak/David Smeidler – Mitsubishi Lancer Evo IX a 3m50,3s
Fonte : Sportmotores
Fotos:Autosport.cz
Ramos Pardal

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Delecour confirmado no ERC , em 10 provas.

François Delecour aguardava por luz verde para confirmar o seu projecto para 2013, que irá contemplar pelo menos dez provas no Campeonato Europeu de Ralis.


Em entrevista o veterano francês adiantou que espera: " fazer dez provas este ano, é o que está previsto, para além do campeonato romeno, pelo que vai ser definitivamente um ano ocupado."

"Sinto-me muito mais preparado do que na temporada passada, porque tenho competido regularmente e tenho um projecto com um carro devidamente desenvolvido, com a possibilidade de o testar também."

"Isso faz realmente a diferença. É algo parecido com aquilo que encontramos num projecto de uma equipa de fábrica, logo estou muito, muito contente."

O Janner Rallye arranca no próximo final de semana na Áustria, abrindo as hostilidades do Campeonato Europeu. Delecour teve ontem oportunidade de testar com a Kronos, que lhe irá preparar o 207 Super 2000.

Foto:Ivo Nesrovnal - eWRC.cz
Mais fotos neste link ;http://www.ewrc.cz/ewrc/image_browse.php?id=103949l
Ramos Pardal

 

AFRICA RACE: Elisabete Jacinto bateu o Kamaz

A piloto do Team Oleoban/MAN Portugal venceu hoje a quarta e penúltima etapa dos camiões do Africa Eco Race, reforçando o segundo lugar na categoria.
Elisabete Jacinto conseguiu reduzir para 16 minutos a diferença para os líderes dos camiões, os russos da Kamaz, que hoje terminaram no segundo posto, perdendo 11.51 minutos para Elisabete Jacinto.
“Estamos todos muito felizes com o resultado de hoje. Arrancámos bem e mantivemos um bom ritmo. Sem dúvida que ficámos muito encorajados por termos conseguido passar os russos”, referiu a piloto, citada pela sua assessoria de imprensa.

A piloto fez ainda referencia a um episódio ocorrido durante a etapa de hoje: “Gostei do traçado e imprimi um bom ritmo. A certa altura vejo o Tatra parado e entusiasmei-me um bocadinho. Agora os traços de camião que via marcados na terra eram seguramente do Kamaz e comecei a perceber o seu tipo de condução.”
“Sem dar por ela comecei a competir com os rastos, e o ritmo aumentou. Mais ou menos a 100 km do fim vejo o Kamaz ao longe, e o entusiasmo aumentou um bocadão. Aproximei-me e deixou-me passar. Foi o meu momento de glória. Só me apetecia rir. Sabia que me ia ultrapassar mais cedo ou mais tarde, mas não me importava. Eu ia na frente!”
“Entrei depressa demais num oued com grandes tufos de ervas, não consegui desdobrar a direcção a tempo, subi o morro, o camião desequilibrou-se para o lado, e encostou-se a outro grande tufo. Ficou quase deitado.”
“Quando conseguimos abrir a porta, já o Kamaz estava devidamente posicionado para nos puxar. Rapazes eficientes! Os estragos foram pequenos, e voltámos a partir outra vez na bisga.
Ganhei a especial. Tive hoje o meu momento de glória, mas também uma grande lição: Tenho de pôr a cabeça no lugar!”
Ramos Pardal
Foto: Aifa

"Félix da Costa é único" - Opinião de Julian Rouse, diretor da sua equipa na Fórmula Renault 3.5





Julian Rouse, diretor desportivo da Arden, a equipa que António Félix da Costa representou na Fórmula Renault 3.5 em 2012 teceu rasgados elogios ao piloto português, sobretudo pela forma profissional como lidou com os dois campeonatos e equipas diferentes que representou ao longo da época.

Recorde-se que Félix da Costa, para além da Fórmula Renault, também competiu na GP3 Series e, em parte, disputou as duas provas em simultâneo por equipas...rivais. Na GP3, onde iniciou a época, o português representou a Carlin, mas a meio da temporada, quando entrou no programa para jovens pilotos da Red Bull, passou a disputar a Fórmula Renault pela Arden.

Ora, a Arden era, precisamente, a equipa de Mitch Evans, rival de Félix da Costa na GP3, mas Rouse sublinha a forma extraordinária como o português lidou com este assunto delicado.

“Foi uma prova inequívoca da personalidade do António e do seu profissionalismo. Nunca deixou que os dois programas se cruzassem”, descreveu.

António Félix da Costa é o oitavo melhor piloto do ano

Rouse acrescentou que pensa não haver “muita gente capaz de gerir uma situação daquelas e ainda produzir resultados” como fez Félix da Costa, vencedor de três corridas na GP3 e quatro na Fórmula Renault.

“Ele é único. Tem um nível alto de inteligência e habilidade para motivar as pessoas à sua volta. E esse é um fator chave”, completou.
Ramos Pardal

F 1 - Um resumo alucinante da fantástica temporada de 2012



Ainda se lembra de todos os momentos da temporada de 2012 na Fórmula 1? De certeza? Não acha que vale a pena recordar?

O vídeo abaixo é da autoria da «SkySports Itália» e é um resumo detalhado mas, ao mesmo tempo, alucinante daquilo que foi a época, descrita quase unanimemente como uma das mais emocionantes de sempre.

Dois oito vencedores diferentes ao duelo Vettel-Alonso. Dos acidentes às mais brilhantes ultrapassagens. Dos festejos exuberantes aos momentos caricatos. Passando também por todo o glamour que sempre envolve o «Grande Circo», este ano visitado por estrelas mundiais como Owen Wilson, Katy Perry, Matt Le Blanc, Nicole Scherzinger, Ronaldo «Fenómeno» e muitos outros.

O acidente de Spa, a histórica vitória de Maldonado em Barcelona, a performance de Raikkonen em Abu Dhabi, o mergulho para o lago de Mark Webber no Mónaco...Está aqui absolutamente tudo.

Se há vídeos que foram criados para verdadeiros fãs de Fórmula 1, este é um deles. Se o for, será impossível não gostar.
Ramos Pardal
 


Dani Sordo: Quero triunfar no regresso à Citroen

Dani Sordo garante que a vontade de vencer no WRC é agora maior do que nunca. O piloto espanhol, que regressa à Citroen em 2013, diz que o tempo que passou longe de um lugar a tempo inteiro no Mundial de Ralis lhe aumentou o desejo de vitórias.

“Estou mais faminto do que nunca. E as minhas condições ao volante estão como sempre. O único pequeno problema pode ser lugares como o México. Não estive lá no ano passado e, por isso, meio rali será completamente novo para mim”, afirmou.

Recorde-se que Sordo cedeu o seu lugar a Sebastien Ogier, na Citroen, no final de 2010. Depois passou pela Mini Prodrive onde conseguiu dois segundos lugares, num ambiente que descreveu ser bem diferente.

“Na Citroen estava sempre no carro. Na Prodrive não competia nos ralis todos e não testava sempre. Agora que estou de volta quero mais sucesso do que nunca”
, admitiu.

Sordo integra a equipa da Citroen ao lado de Mikko Hirvonnen, tendo vindo substituir Sebastian Loeb, que participará apenas em quatro ralis da temporada. O acordo era para Sordo fazer 11 dos 13 ralis, mas Yves Matton, chefe da equipa, está a tentar que o espanhol possa participar em todas as corridas.
Ramos Pardal

Elisabete Jacinto reforça segundo lugar nos camiões do Africa Eco Race


Elisabete Jacinto começou de forma muito positiva o Africa Eco Race 2013. A piloto portuguesa terminou na segunda posição na categoria de camiões a primeira especial cronometrada da prova, que ligou Boudnib a Tangounite, tendo ainda averbado o sétimo lugar na classificação conjunta auto-camião entre os 60 concorrente inscritos na corrida.

A piloto portuguesa foi apenas superada pela formação oficial da Kamaz, no entanto, Elisabete Jacinto encontra-se a 8m42s de diferença do líder da categoria de camião. O MAN TGS da equipa lusa terminou à frente do protótipo do húngaro Miklos Kovacs e do potente Tatra de Tomas Tomecek que é bicampeão do Africa Race. Estes terminaram nas terceiras e quartas posições respetivamente.

Elisabete Jacinto mostrou-se satisfeita com o resultado alcançado: “foi uma especial bastante boa e muito bonita. Fizemos o percurso sem problemas e mantivemos um bom ritmo. Passámos o Kovacs sem forçar e o Tomecek teve um problema mecânico que o atrasou. Fizemos uma boa corrida e toda a equipa está contente com este arranque”, acrescentou a portuguesa.

Nos automóveis, o francês Jean Louis Schlesser foi o mais rápido, seguido por Pelichet a quase cinco minutos de distância. Paulo Rui Ferreira, em Nissan Navara Off Road, terminou na oitava posição, a apenas três minutos do sétimo lugar e a menos de dez minutos do sexto posto. Um resultado que se pode considerar bastante positivo para a equipa de Leiria.
Correu tudo muito bem, apesar de ter sido um dia muito duro e demasiado longo. Depois de termos ultrapassado as dunas e areias do Erg Chegaga, surgiram os maus pisos com valas, buracos e muita pedra solta. O pó foi outro dos grandes problemas do dia, mas lá conseguimos ultrapassar mais este desafio com um resultado que considero positivo. Vamos fazer a passagem de ano no acampamento com toda a caravana, preparando já a etapa de amanhã que também se prevê bastante desgastante. Eu, o Jorge [Monteiro] e a Nissan Navara, estamos em perfeitas condições para fazer frente a mais uma etapa”, afirmou, entusiasmado, Paulo Rui Ferreira.
Apesar do mau piso ter marcado a etapa de hoje, a navegação não causou problemas à formação de Leiria. Jorge Monteiro já está a preparar a etapa de amanhã.
Até agora, a navegação tem sido uma boa surpresa. O road book tem batido sempre certo, e estou a entender-me bem, sem ter qualquer tipo de percalços. Já estou a preparar a próxima etapa, que espero continue a correr tão bem como até aqui”, disse Jorge Monteiro.
http://youtu.be/l-dK8rco0ic
Amanhã o Sonangol Africa Eco Race 2013 prossegue em solo marroquino e vai percorrer 433 quilómetros numa especial que decorre entre Tangounite e Icth. Os concorrentes terão que se preparar para mais um dia duro particularmente quando entrarem nas dunas do Erg Cheggagga. O Lago Iriqui poderá também ser um adversário difícil.
Ramos Pardal
Fotos:Aifa

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

À conversa com Pedro Conde

 
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Não podíamos deixar de partilhar mais uma conversa, desta feita com um navegador com larga experiência e que acaba de encerrar mais uma época de sucesso. Senhoras e senhores eis Pedro Miguel Conde!
NSE - Qual o balanço que fazes da tua época de 2012?
Pedro Conde - A época de 2012 foi positiva, com 3 vitorias à geral, 1 segundo lugar, 1 terceiro e uma desistência no C.R.R.S. e um terceiro lugar à geral no Rally de Portugal “OPEN”. Melhor do que isto não podia haver!

NSE - Quais foram os momentos marcantes da tua temporada desportiva de 2012?
Pedro Conde - O momento que mais marcou foi ter levado o Márcio Marreiros à conquista do campeonato, e também o empenho que a equipa MC Competições tiveram na preparação do Mitsubishi EVO VI.

NSE - Quais foram os momentos marcantes de 2012, em termos gerais, nos ralis?
Pedro Conde - Em termos gerais foi a retirada da FORD no WRC, e o pobre C.P.R., a entrada da VW no WRC, e o desaparecimento de alguns pilotos e navegadores em certas provas, pois isso mexe sempre comigo ou com qualquer pessoa que faz este desporto.

NSE - Qual é, na tua opinião, um dos melhores navegadores de sempre em Portugal ?
Pedro_Conde_b1Pedro Conde - Obrigado pelo o elogio! Nós em Portugal tivemos e temos grandes navegadores e pouco falam deles, pois o merito vai sempre para o piloto. Os Media e até o público em geral esquecem recorrentemente que dentro do carro vão duas pessoas.
Tenho o privilégio de ser um dos poucos navegadores portugueses a participar em algumas provas do campeonato do Mundo de ralis e ser o único navegador Algarvio a pontuar no WRC :) algo, até, já referido pela vossa publicação.

NSE - Faz-nos um resumo do teu percurso de navegador.
Pedro Conde - Depois de acompanhar tantos anos o mundo dos ralis, coisa que faço desde pequeno e onde ia acompanhar o meu Pai, que chegou a ser piloto oficial da Nissan no TT e navegador do Inverno Amaral, sempre fiquei com o “bichinho” pelos ralis. Em 1998 surgiu um convite para fazer o Troféu ralis do sul. O primeiro rali foi em Reguengos de Monsaraz com um Renault 11 Turbo onde fiquei em 10º lugar da geral.
Mais tarde, em 2002, conquistei o Troféu com um Ford Sierra 4×4 onde nesse ano o pior resultado que averbei foi um 5º lugar à geral.
De 2003 a 2007 fiz o C.R.R.S. com o meu amigo e padrinho Rui Chaparro num Renault Clio Williams ex-fábrica. Foi óptimo e emotivo! Andávamos sempre a “morder nos calcanhares” dos 4×4! Ganhámos troços à geral e também obtivemos bons resultados à geral, vários pódios em 2º à geral. Inclusivamente em 2003, fiz com o Rui o rali de Portugal no troféu Punto onde conquistamos e honroso 4º da geral no troféu e vencemos alguns troços no troféu.
Em 2007 comecei a navegar o Ricardo Teodósio e para “estreia” tivemos um grande e aparatoso acidente quando com um Ford Escort Cosworth embatemos a 170 Km/h num pontão, felizmente sem consequências de maior para a nossa integridade física. Foi logo uma experiência e tanto com o Ricardo :)
Em 2008 fizemos o Open de ralis onde protagonizámos grandes lutas com o Pedro Peres e o Tiago Ferreira.
Em 2009 fizemos o C.P.R. e aí conquistamos o Vice campeonato nacional no Grupo N. Lutámos com o Adruzilo Lopes, ao Ricardo Moura e até mesmo com o Bruno Magalhães.
Em 2010 fiz o C.P.R. e o PWRC com o Nuno Barroso Pereira.
Em 2011 comecei a navegar o Márcio Marreiros! Conquistámos o vice-campeonato no C.R.R.S. e em 2012 rubricámos com satisfação o título de Campeões nesse mesmo campeonato.

NSE - Qual o teu maior sonho como navegador ?
Pedro Conde - O meu maior sonho como navegador era fazer o campeonato do Mundo com um WRC e uma prova do Dakar.

NSE - Qual o piloto nacional e não nacional que gostarias de navegar e porquê ?
Pedro Conde - Eu já tive o prazer de navegar durante três anos, um dos melhores pilotos nacionais que é o Ricardo Teodósio. Gostava de navegar o Bruno Magalhães. Em termos de pilotos internacionais gostava de navegar o Dani Sordo e o Ogier.

NSE - Indica uma medida para reduzir custos nos ralis em 2013?
Pedro Conde - Na minha opinião o problema dos ralis em Portugal não é a redução de custo, mas sim a FPAK ouvir os pilotos e chegarem a um consenso.

NSE - Por último qual é o teu projecto para 2013?
Pedro Conde - Ainda não sei o que irei fazer em 2013, mas gostava de voltar a fazer o C.P.R. e também experimentar fazer o nacional de TT.

Texto: Ramos Pardal
Fotos : A.Lavadinho e outros
 

domingo, 23 de dezembro de 2012

À conversa com Daniel Nunes

Daniel Nunes teve um excelente ano, ano esse que foi de confirmação como piloto rápido, espectacular e consistente. Apenas lhe fugiu o título no COR – Campeonato Open de Ralis, mas a época fica marcada por vitórias e pela quantidade de troféus que levou para casa.
NSE - Qual o balanço que fazes da tua época de 2012?
Daniel_Nunes_1_2012Daniel Nunes - O nosso balanço é super positivo. Em 15 ralis feitos conseguimos ter um excelente ritmo durante toda a época. Posso dizer que foi uma época de ouro com os títulos de Campeão Regional Centro, Campeão Junior, vice-Campeão do Open e o Daniel Amaral Campeão dos Navegadores do Open que acabou por ser a cereja em cima do bolo, sem esquecer ainda o 3º lugar na Taça de Portugal com apenas duas corridas e um 3º lugar no Regional Norte. Pode dizer-se que onde passámos deixámos marcas e “sabor” a vitórias. Não fomos, por vezes, mais rápidos porque temos a aposta de brindar com algum espectáculo todo o público que, se calhar, com sacrifícios se desloca de longe para ver ralis e esses merecem ver algo de que mais tarde se possam recordar, mais não seja do “pássaro amarelo”, como nós lhe chamamos, com as cores dos nossos magníficos patrocinadores e é a eles que dedico todos estes títulos. Sem eles nada era possível .
NSE - Quais foram os momentos marcantes de 2012 da tua temporada desportiva?
Daniel Nunes - Foi sem duvida a entrada na terra. Com a mudança de estrutura técnica na nossa equipa, que ficou a cargo da João Lima Carlos Service fizemos mudanças brutais a todo nível e tive um Mitsubishi mais forte e fiável que nunca. Isso deu os seus frutos como sejam as duas vitórias na terra e uma em asfalto em Mortágua.
Tivemos excelentes ralis este ano onde, nos ralis de asfalto, para mim os melhores foram Montelongo onde fizemos segundo na entrada do campeonato e Viana do Castelo do Regional Norte onde vencemos, foram ralis bem desenhados e competitivos. Na terra os melhores foram sem duvida alguma Oliveira do Hospital e o Rali de Loulé onde tivemos duas vitorias suadas e nos quais combatemos contra dois pilotos muito bons, saindo dessas vitórias com a moral em alta e com a certeza de que estávamos muito fortes.
NSE - Quais foram os momentos marcantes de 2012, em termos gerais, nos ralis?
Daniel Nunes - Não posso esquecer o grande gesto de amizade do meu amigo Ricardo Teodósio ao nos emprestar o carro dele para podermos ir a Baião trazer o título de navegadores para o Daniel Amaral… esse sim um gesto digno de um grande amigos nos ralis.
NSE - Indica uma medida para reduzir custos nos ralis em 2013?
Daniel_Nunes_2_2012Daniel Nunes - Neste aspecto sou suspeito para falar porque represento duas grandes marcas nos ralis. Mas se calhar uma media passava pelo pneu de marca única, sem esquecer de referir a Kunho Tires. A outra medida passava, sem duvida, por reduzir o preço das inscrições .
Ouvi também alguns rumores sobre a utilização de gasolina comercial. Acho que é um absurdo, e falo por mim, porque depois vou gastar o dobro em reparações de motores, já para não falar que temos que voltar a afinar os carros! Acho que isso não é reduzir custos, mas sim aumenta-los. Depois não estou a ver as organizações a terem meios para fazer análises à gasolina. É melhor, se calhar, ficar como está e preocuparem-se em estudar melhor um calendário que não obrigue a andarmos a mudar constantemente as especificações do carro de terra para asfalto e vice versa, pois isso é super dispendioso.
NSE - Por último qual é o teu projecto para 2013?
Daniel Nunes - O nosso projecto passa mais uma vez pelo Open. Da forma como está o calendário não temos hipóteses de subir este ano ao CPR.
Mas ainda está tudo muito “em branco”… o projeto está na mesa, temos muito pouco tempo para preparar tudo e mesmo que queiramos mudar de viatura é tudo com prazos muito curtos, pois ainda agora acabamos o campeonato e temos pouco tempo para preparar a próxima época.
Texto: Ramos Pardal