domingo, 17 de junho de 2012

Rallye de Monchique - Marreiros vence (mas volta a não convencer)


Depois de uma super-especial cheia de incidências, também nos troços houve muitas, que baralharam por completo a classificação final do rali no derradeiro troço, numa prova que foi interessante desportivamente e como espetáculo.
Se Carlos Martins venceu e bem a super-especial, dando um grande espetáculo, Ricardo Teodósio rapidamente impôs nos troços a sua condução e o seu endiabrado e muito bem preparado Saxo Kit-Car.

Nunca baixando o ritmo, e dando sempre muito espetáculo, Teodósio viria ser traído pela caixa de velocidade no derradeiro troço, quando tinha a vitória "mais" que segura.
Carlos Martins esteve novamente à frente do rali por... 30 metros. A transmissão do Lancer Evo VI cedeu (na mesma zona em que Teodósio desistiu) ficando assim na frente do rali Márcio Marreiros, que junto ao controlo final ainda nem sabia que era vencedor!!!
Depois de Vila Bispo, onde venceu depois do último troço, Márcio Marreiros voltou a vencer em condições semelhantes, com o mérito de ter sido rápido e de estar no lugar certo no momento certo, mas mostrando alguma falta de andamento. Mesmo assim, o piloto melhorou muitas nas derradeiras passagens depois de mudar o set-up do seu carro, carro esse que bem conduzido pode leva-lo sempre aos lugares das frente, Marreiros mantem o comando agora ainda mais destacado do Regional Sul após duas provas.

Por consequência, Orlando Bule subiu ao segundo lugar. Na super-especial ficou sem transmissão e disputou-a sem direção assistida e ao longo do rali foi aprendendo a conduçãoo deste Lancer Evo VI,carro este adquirido ao João Palma que o piloto estreava nesta prova.
Ruben Tabaio temabém fez uma super-especial para esquecer, mas nos quatro troços seguintes andou sempre muito concentrado para não cometer erros, acabando por subir ao pódio, o que representa uma prémio para a prestação do piloto do potente Escort.
Boas provas para Nuno Venâncio, que ainda chegou a rodar na frente de Ruben Tabaio, mas também para Jorge Rego em Citroen Ax, que acabou por vencer as duas rodas motrizes na frente de Vasco Tintim em Citroen Saxo, também ele com uma boa prova. Destaque tambem para a estreia bastante positiva do João Oliveira no seu Peugeot 206 GT que acabou no 13º lugar.
Bastante notada nesta prova foi a ausência de António Lampreia, que por indicações médicas, não pode participar na mesma.




Classificação Geral
1º Márcio Marreiros / Pedro Conde – Mitsubishi Lancer Evo VI 39m45,2s
2º Orlando Bule / Luís Assunção – Mitsubishi Lancer Evo VI a 1m02,3s
3º Ruben Tabaio / Rui Serra – Ford Escort Cosworth a 2m25,9s
4º Nuno Venâncio / André Barras – BMW 325 IX a 2m43,8s
5º Jorge Rego / Afonso José – Citroen AX Sport a 3m27,7s
6º Vasco Tintim / Bruno Alambre – Citroen Saxo Cup a 3m32,9s
7º José C. Paté / José Gago – BMW 325 IX a 3m37,4s
8º José Coelho / Nuno Afonso – Peugeot 205 GTi a 4m53,7s

Ramos Pardal

terça-feira, 12 de junho de 2012

Pedro Lamy: «Temos boas hipóteses de lutar pela vitória em Le Mans»


Pedro Lamy parte para a 80.ª edição das 24 Horas de Le Mans com a motivação de saber que estará aos comandos de um carro ganhador dentro da categoria LM GTE, o Corvette C6-ZR1 da equipa Larbre Competition, vencedor em 2011.
"A Larbre é uma equipa muito competitiva e tem demonstrado estar no topo dos privadps. Este ano foi-lhes entregue, em exclusividade para o WEC, a preparação e o desenvolvimento dos Corvette C6-ZR1 e tenho muito orgulho em fazer parte desta equipa", começou por dizer Lamy que, este ano, já conquistou a terceira posição nas 12 Horas de Sebring.
Sobre os testes oficiais, nos quais a equipa conseguiu a segunda posição, o experiente piloto português salientou:
"Os testes que efetuámos em La Sarthe foram muito positivos e julgo que temos boas hipóteses de lutar pela vitória na prova. O carro está muito bem preparado, rápido e acima de tudo, parece estar bastante fiável, fator fundamental para uma prova com esta duração."
Pedro Lamy dividirá os comandos do Corvette com Patrick Bornhauser, Julien Canal e Jean-Philippe Belloc.
A qualificação para as 24 Horas de Le Mans terá lugar na quarta e quinta-feira, com a partida para a 80.ª edição a ser dada no sábado, pelas 14 horas
Ramos Pardal

sábado, 9 de junho de 2012

Rallye de Santa Cruz - Sá vence


Vítor Sá venceu a segunda edição do Rali Municipio de Santa Cruz, com grande vantagem para os seus mais directos adversários, mas mesmo assim, o piloto impos sempre um andamento rápido e espectacular durante toda a prova.

No segundo posto ficou Miguel Nunes, que desta feita não deu qualquer hipótese ao seu irmão, ficando a 14,5 s, tendo durante a prova estado em espaços, com uma curta vantagem e conseguindo controlar da melhor forma a vantagem para António Nunes que ficou assim no terceiro posto, tendo garantido a dobradinha para a equipa Tomiauto. Uma das surpresas do rali, foi o quarto posto de Duarte Ramos, que aproveitou da melhor forma os problemas mecânicos de João Magalhães, quinto classificado na geral, para cimentar o melhor resultado obtido este ano. Na sexta posição, ficou o já habitual vencedor do Troféu Eng. Rafael Costa, Filipe Pires, que voltou a não dar qualquer hipótese à concorrência tendo imprimido um andamento muito forte do inicio ao fim, tendo tido ainda alguma pressão de Isabel Ramos, sétima classificada, na parte da manhã tendo descolado na parte da tarde, visto que Isabel Ramos perdeu o ritmo rápido que vinha a impor, no interregno de uma secção para a outra. Oitavo lugar foi ocupado por André Silva, que não conseguiu acompanhar os seus mais directos adversários, pois queixou-se muito do carro. Nona posição para o regressado José Serrado, considerando uma boa classificação, visto o tempo de paragem prolongado que o piloto teve. A fechar o Top Ten, ficou Bruno Fernandes, que também obteve uma vitória esmagadora na Classe 5.

No Campeonato Open de Ralis, Gabriel Fernandes venceu a prova, aproveitando desta forma a ausência do seu mais directo adversário para cimentar a liderança nesta competição, mesmo tendo tido alguma luta na parte da manhã por parte de Luis Abreu, segundo classificado, que ao penalizar numa ligação, deixou a este Campeonato resolvido muito antes do fim do rali. Na terceira posição ficou Nuno Nóbrega ao volante do Toyota Starlet, que viu a sua tarefa facilitada, no que diz respeito a estas viaturas, pela desistência de Pedro Macedo. Quarto posto para Miguel Teixeira, que depois do interregno de duas provas a contar para o "Open", esteve em boa forma, obtendo o seu principal objectivo, que era terminar o rali. Quinta posição para o único Opel Corsa A nesta prova, Dinarte Figueira, que teve da melhor forma o seu regresso aos ralis e que imprimiu um bom andamento no desenrolar da prova. A fechar a classificação, ficou Agostinho Bettencourt, em Opel Corsa B, que teve uma prova para esquecer, desde problemas mecânicos a um ligeiro toque na frente da sua viatura.
Ramos Pardal

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Armindo ainda sem a evolução ‘01B’ na Nova Zelândia


Segundo o piloto da WRC Team MINI Portugal, “não tenho ainda confirmação absoluta, mas tudo indica que não vamos ter a última evolução do MINI para a Nova Zelândia. Contudo, isso é um assunto que me ultrapassa e que só a MINI poderá confirmar”. Entretanto, para esta prova a equipa do português e de Paulo Nobre não tem previsto qualquer dia de teste na Europa ou mesmo já na Nova Zelândia, devendo, por isso, acertar o MINI apenas no ‘Monday Test’.Confirmada está a insatisfação do piloto português com que o que aconteceu no último Rali da Grécia onde, no final do terceiro dia do rali, desistiu novamente devido à barra de direção que quebrou sem o piloto ter dado qualquer toque, numa informação confirmada pelo próprio piloto e pela equipa a Motorsport Italia. Contudo, a causa da desistência foi já recorrente, que já tinha acontecido em Portugal e na Argentina (neste caso, foi o suporte da barra de direção que cedeu) e que deixou a nú a fiabilidade deste órgão mecânico do carro construído pela Prodrive e assistido pela Motorsport Italia. Curioso é que este mesmo órgão mecânico já tinha mostrado a sua fragilidade no troço de Qualificação, o que fez com o piloto não pudesse encarar essa importante classificativa com total confiança no carro.De resto, quem viu Armindo Araújo a passar nos troços gregos percebeu que o seu ritmo era de quem jogava claramente à defesa (chegou inclusive inúmeras vezes a andar fora dos trilhos) e poupava a mecânica, o que, não foi, ainda assim, suficiente para que não desistisse na penúltima etapa e só pudesse regressar no derradeiro dia.Para Armindo esta foi “uma prova muito complicada onde me pediram para levar o carro até ao fim, custasse o que custasse, e o que só foi possível a muito custo”. Sendo piloto oficial da MINI (ainda que mais que no ‘papel’ do que na pratica), Araújo cumpriu ordens e fica a ideia de que, em condições normais, teria ritmo para fazer melhores registos pois, mesmo com a motivação em baixo devido ao acidente dos testes, adversários como Daniel Oliveira (agora de Fiesta) estariam (a avaliar pelo passado), ao seu alcance, bastando recorrer à memória para recordar que, o ano passado, com carros iguais, o brasileiro era cerca de dois segundos por quilómetros mais lento, enquanto este ano chegou a fazer tempos do nível do português.
Fonte : Autosport
Ramos Pardal

domingo, 3 de junho de 2012

Daniel Nunes vence Rallye de Viana

Num rali muito bem montando, com 8 troços, que teve uma forte adesão de público e em que o espetáculo foi bom, Daniel Nunes foi o vencedor apesar de uma série de pequenos contratempos.O Rali de Viana até começou com o total domínio de André Cabeças, que fruto de um andamento forte desde a fase inicial, se colocou na frente, chegando a ter quase 15 segundos de vantagem na liderança. Numa fase em que os troços estavam molhados, o piloto do Golf teve uma saída de estrada e deitou tudo a perder.
Luís Mota, com um andamento agressivo ao volante do Lancer, tomou a liderança e ainda a manteve por mais um troço, numa altura em que Daniel Nunes decidiu "apertar" o ritmo.
Com quatro vitórias nos quatro troços finais, Daniel Nunes fez tempos muito bons, apesar de um furo logo na segunda especial do rali e de ter terminado a prova a dar um toque na super-especial final, que mesmo assim não o impediu de "pulverizar" o tempo desse troço e vencer o rali destacado.
Muito bem esteve Ricardo Coelho com o pequeno e fiável Starlet. Sempre muito competitivo, o piloto de Sintra andou muitíssimo bem e colocou em sentido alguns adversários com outros argumentos.
Na estreia ao volante de um Evo, Luís Bastos cumpriu na integra o plano traçado. Testou o carro, fez quilómetros e acabou por efectuar uma boa estreia ao volante de um 4x4.
Na prova extra, o piloto local João Traila foi o vencedor com o seu Lancer, tendo dado um excelente espetáculo, e em termos absolutos teria ficado em segundo lugar a apenas, 0,2s de Daniel Nunes.
Júlio Maia em Peugeot 206 S1600 foi o segundo, seguido por Paulo Silva no BMW 325.
LÍDERES DO RALI:
André Cabeças (1ª à 3ª pec); Luís Mota (4ª e 5ª pec); Daniel Nunes (6ª à 8ª pec)
VENCEDORES DE TROÇOS:
André Cabeças (3); Luís Mota (1); Daniel Nunes (4)
CLASSIFICAÇÃO FINAL
1º Daniel Nunes / Daniel Amaral – Mitsubishi Lancer Evo VI 34m10,7s
2º Luís Mota / Alexandre Ramos – Mitsubishi Lancer Evo VII a 16,9s
3º Ricardo Coelho / Daniel Pereira – Toyota Starlet a 2m02,2s
4º Luís Bastos / Paulo Marques – Mitsubushi Lancer Evo V a 2m07,1s
5º António Dias / Jorge Galhardo – BMW 325 TI a 3m12,2s
6º Júlio Bastos / Anibal Pereira – BMW M3 a 3m27,9s
7º Francisco Azevedo / Sandra Barbosa – Peugeot 205 GTi a 4m23,0s
8º José Riveiro / Oscar Fernandes – Opel Corsa a 5m24,9s
Fonte : Ralisonline
Ramos Pardal

sábado, 2 de junho de 2012

domingo, 27 de maio de 2012

Oposição precisa-se para Loeb

O derradeiro dia do Rali da Grécia deu para tudo, até para Sebastien Loeb furar um pneu no seu Citroen, mudá-lo no troço e continuar na frente do rali com uma grande vantagem. O francês ainda venceu a Power Stage, mas mais uma vez a pontinha de sorte esteve presente.
Petter Solberg a apenas 10 segundos da liderança, no esforço de atacar Loeb acabou por arrancar uma roda ao Fiesta WRC, deitando fora um segundo lugar. Mas uma vez os Ford e os pilotos da Ford dão a entender que o Fiesta em performance é semelhante ao DS3 mas a mecânica ou o ímpeto de Solberg e Latvala deitam tudo a perder.
A partir do 18º troço, o domínio e controlo da prova por parte dos pilotos da Citroen foi total. Hirvonen como piloto "bem mandado" seguiu todas as instruções da marca e nem sequer forçou o andamento, conseguiu dessa forma mais uma dobradinha para a Citroen.
Jaria Matti Latvala foi o piloto do dia, vencendo a maioria dos troços e obtendo mesmo assim um terceiro lugar, que sabe a pouco, já que fica a ideia de que os Ford podem rivalizar em performance com os Citroen.
Mais uma excelente prestação de Mads Ostberg, sendo novamente o primeiro dos não oficiais, dando cada vez mais a ideia de que deveria ter uma oportunidade como oficial
Com todos os restantes piloto a tentarem chegar ao fim, mesmo assim ainda houve algumas importantes incidências. Al Attiyah saiu de estrada e Daniel Oliveira ficou parado num troço.
Armindo Araújo regressou ao rali apenas para cumpriu calendário, após mais uma exibição cinzenta, sem brilho onde começa a ser difícil encontrar desculpas para a ausência de performance do próprio piloto e do Mini oficial.
LÍDERES DO RALLY:
Jari-Matti Latvala (SS1 a 3); Sébastien Loeb (SS4 a 22)
VENCEDORES DE TROÇOS:
Jari-Matti Latvala (10); Petter Solberg (5); Mikko Hirvonen (1); Sébastien Loeb (6)
CLASSIFICAÇÃO DO RALI
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Ramos Pardal

Acrópole após SS21 ~Latvalla ganha SS e Loeb comanda



Ramos Pardal

Acrópole após SS19 - Loeb aumenta vantagem



Ramos Pardal