terça-feira, 1 de maio de 2012

Ayrton Senna, o Mágico !


Ayrton Senna, o Mágico: rios de tinta e biliões de palavras já falaram sobre este brasileiro, que um dia disse o que ía dentro da alma de um motor e fez um calejado veterano da F1 exclamar, com olhar de espanto: “Este tipo é mágico!” A história, essa, já toda a agente a conhece – mas foi ela que começou (também) a fazer o mito. O resto, esse, até já deve fazer parte da lenda. Uma lenda que começou bem cedo.
Talento de berço
Um dia, tinha ele quatro anos, o pai deu-lhe um pequeno “kart”, feito por si e que tinha sido rejeitado pela sua filha mais velha, Viviane. O petiz adorou a experiência… e os seus problemas de coordenação desapareceram como por milagre. Sensível ao precoce e inesperado dom do seu caçula, Milton da Silva acabou por ser o principal impulsionador da carreira de Ayrton. Carreira que, é claro, passou pelo exigente crivo que é a escola do “karting” – e passou com distinção: desde o início, o irrequieto Ayrton demonstrou a sua veia de vencedor. Logo na sua primeira prova oficial, a 1 de Julho de 1973, humilhou os seus rivais, quase todos mais velhos e experientes: foi a sua primeira vitória oficial. No “karting”, Senna conquistou o título no Campeonato Sul-Americano, em 1977 e, em 1980, foi vice-Campeão do Mundo. Nesse ano, agradeceu todo o suporte ao seu pai e fez as malas para a Europa, com a sua jovem e recente esposa, Liliane Vasconcelos. Em Inglaterra, alugou um “bungalow” próximo da pista de Snetterton e depressa se adaptou ao clima e aos monolugares, que descobriu então.
E de tal forma essa adaptação foi conseguida, que venceu os campeonatos RAC e Townsend-Thoreson, de Fórmula Ford 1600, como piloto oficial da Van Diemen. Depois, regressou ao Brasil, cedendo às pressões da família mas, logo de seguida, voltou as costas ao Brasil, regressando à Europa. Aceitou um convite que lhe tinha sido feito por uma equipa para correr na Fórmula Ford 2000, mudou o nome para apenas Ayrton Senna (esquecendo o “da Silva”, que considerou demasiado comum…) e, nesse ano de 1982, sagrou-se Campeão britânico e europeu da categoria. Em 1983, subiu mais um degrau, agora para a Fórmula 3, correndo com a West Surrey Racing. Após uma primeira parte da temporada em que foi ele o dominador, encontrou em Martin Brundle um adversário à sua altura, com quem duelou até ao último capítulo, em Thruxton, de forma épica, conquistando aí o seu quinto título consecutivo na Europa, em três anos. No final da temporada, teve ainda tempo para vencer o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3, sem dúvida a prova mais famosa e prestigiada dessa modalidade. E foi aqui que deu o seu definitivo passo rumo à F1.
Fazer história (também) na F1
Depois de um primeiro teste com um Williams, e de ter atraído também as atenções da McLaren, Ayrton Senna chegou a ser dado como certo na Brabham, ao lado do seu compatriota – e futuro rival… pessoal – Nelson Piquet. Porém, este teve a última palavra na escolha do colega de equipa e Senna viu-se constrangido a aceitar um lugar na mediana Toleman, substituindo Derek Warwick. Senna pontuou logo na sua segunda corrida e, no Mónaco, prova que quase ganhou, começou a construir a sua reputação de piloto imbatível à chuva. No final de 1984, assinou com a Lotus e ganhou o seu primeiro Grande Prémio precisamente à chuva, no Estoril. Três anos com a equipa inglesa permitiram-lhe perceber que não era a solução ideal para chegar ao título de Campeão do Mundo. Por isso, em 1988 passou-se com armas e uma bagagem de enorme talento para a McLaren, onde conquistou no final o primeiro dos seus três títulos. Rapidíssimo nas qualificações, ficou célebre a forma como geria o tempo e os nervos, arrancando para a pista mesmo nos últimos instantes, para fazer então uma volta-canhão, que nenhum adversário conseguiria depois bater.
Na McLaren, veio ao de cima a sua personalidade forte e a sua apetência para as lutas de carácter. Para ele, a vitória era o único objectivo. As suas lutas na pista e as picardias fora dela com o seu colega de equipa, Alain Prost, ainda hoje fazem parte da lenda da F1. Em 1990 e 1991 conquistou mais dois títulos de Campeão do Mundo, mas depois teve que se inclinar à supremacia da Williams nos dois anos seguintes. Desiludido com a incapacidade da equipa de Ron Dennis em lhe permitir continuar a lutar pelo título, Ayrton assinou no final do ano um contrato com sir Frank Williams, o mesmo que lhe bateu com a porta na cara dez anos antes, depois de um teste prometedor.

1994 não começou da melhor forma: sem pontuar nas duas primeiras provas, Senna chegou a Imola em branco, enquanto o seu principal rival de então (Prost abandonou a actividade no final da temporada de 1993), Michael Schumacher, levava já duas vitórias de avanço. Por isso, era forçoso um bom resultado em San Marino – Senna seguia na frente, quando a barra da direcção do Williams se quebrou o o atirou, sem hipótese de correcção, contra o cimento do muro de Tamburello. Foi fim da linha para o homem e o início da lenda para Ayrton Senna.
Em resumo de uma carreira excepcional, as estatísticas são mais simples de relatar: participou em 161 Grandes Prémios, durante 11 temporadas (GP do Brasil de 1984 ao GP de San Marino de 1994); conquistou por três vezes o título de Campeão do Mundo, sempre com a McLaren (1988, 1990 e 1991); venceu 41 Grandes Prémios (o primeiro foi o GP de Portugal de 1985, o último, o GP da Austrália de 1993); subiu por 80 vezes ao pódio; rubricou 65 “pole positions” (recorde que ainda hoje se mantém) e 19 melhores voltas em corrida. E pronto: da frieza dos números estamos conversados. É que é preciso não esquecer que, por trás deles, está sempre um homem – neste caso, de seu nome Ayrton Senna, o Mágico.

Fonte : Autosport
Ramos Pardal

domingo, 29 de abril de 2012

Sebastien Loeb assegura 70ª vitória na Argentina

Apesar dum começo incaracterístico, com dois piões num só troço, o piloto francês aproveitou bem os problemas mecânicos no Ford Fiesta WRC de Petter Solberg para chegar à liderança, sabendo sempre que o seu companheiro de equipa, Mikko Hirvonen, não é problema...
O finlandês da Citroen foi segundo, como se previra, e tal como Yves Matton preconizou, e embora tenha chegado a estar a pouco mais de um segundo do líder, já no último dia de prova, todos sabiam (só talvez os adeptos mais distraídos não o soubessem), que era Loeb quem iria ganhar, como sucedeu. Nada de estranho, simplesmente, que pode, manda...
Dani Sordo parecia que ia obter o pódio na sua estreia com a Ford, mas um problema no alternador do Fiesta WRC deixou-o fora de prova... na última especial Desta forma, Mads Ostberg voltou a herdar uma posição, tal como em Portugal, terminando agora no lugar mais baixo do pódio.
Com o abandono de Dani Sordo, Martin Prokop conquista o quarto posto, naquele que é o seu melhor resultado de sempre no WRC. Thierry Neuville (Citroen Junior), Solberg, Evgeny Novikov (M-Sport Ford), Nasser Al-Attiyah (Qatar Citroen) e Ott Tanak (M-Sport) todos regressaram em Rali 2, terminando entre o quinto e o décimo lugar, com Solberg a vencer também a Power Stage.
Depois duma prova abaixo das suas possibilidades e também com alguns problemas mecânicos no MINI, Armindo Araújo abandonou perto do fim com problemas na transmissão.
Classificação
1º S. LOEB 5:34:38.8s
2º M. HIRVONEN a 15.2s
3ª M. ØSTBERG a 3:10.4s
4º M. PROKOP a 9:45.3s
5º T. NEUVILLE a 11:17.6s
6º P. SOLBERG a 12:02.2s
7º S. OGIER a 12:25.3s
8º E. NOVIKOV a 21:10.2s
9º N. AL-ATTIYAH a 28:22.6s
10º O. TÄNAK a 37:19.5s

Fonte:Autosport
Ramos Pardal

RICARDO MOURA vence Rallye Targa Vieira do Minho

Ricardo Moura acaba de vencer o Rali do Targa / Vieira do Minho, prova a contar para o Campeonato de Portugal de Ralis. O piloto açoreano partira para a parte da tarde com alguma vantagem sobre Pedro Peres e este atacou forte nos troços seguintes, colocando-se apenas a três segundos do comando, à partida para o último troço, numa altura em que Moura sofria a bom sofrer com o motor do Mitsubishi a trabalhar apenas em 3 cilindros.
Na assistencia o problema seria parcialmente resolvido e Moura recupera seis décimas no penúltimo troço… Com tudo em aberto o imprevisto aconteceu; Uma tempestade de granizo abateu-se sobre a classificativa, deixando passar praticamente incólume, Ricardo Moura que saía à frente, mas apanhando em cheio Peres e mais alguns concorrentes, o que fez com que a luta não seguisse até ao final.

Com tudo isto, Moura ganha mais de 1m40 a Peres que tem muitas dificuldades em acabar o troço e mais atrás os dois Citroen DS3 despistam-se, acabando por entregar a vitória nas duas rodas motrizes a Renato Pita.

Antes de se realizar o último troço, a Taça era comandada por Vitor Pascoal.

Classificação Final
1º – Ricardo Moura / António Costa Mitsubishi Lancer EVO IX 1h02m15,4s
2º – Pedro Peres / Tiago Ferreira Mitsubishi Lancer EVO IX a, 01:53.70
3º – Renato Pita / Alberto Silva Renault Clio R3 Maxi a, 06:12.30
4º – Antonio Viloria / Elias Reguera Suzuki Swift SPORT a, 06:03.40
5º – Pedro Matias / Sergio Rocha Fiat Abarth 500 a, 01:02.90
6º -David Real Alonso / Samuel Enriquez Ford Fiesta ST a, 08:55.30
Font: Portugal Motorsport
Ramos Pardal

Rally Targa ao rubro após SS7


Ramos Pardal

Rali do Targa - Após Pec 4

Ricardo Moura destacado na frente

Realizadas que estão quatro especiais do Rali do Targa, Ricardo Moura, em Mitsubishi Lancer lidera a prova com 20,30s de vantagem para Pedro Peres.
O primeiro líder do rali foi Ivo Nogueira, o mais rápido na super especial de ontem, mas como seria de esperar, nos dois troços desta manhã, nada pode fazer face aos mais competitivos Mitusbishi Lancer.

Na primeira especial de hoje, Moura deixou Pedro Peres a 7.6s e Meireles a 9.10s, aumentando logo de seguida, no troço seguinte, a margem sobre os dois pilotos, com Meireles a ter problemas sem saber se pode continuar, passando  por isso o segundo posto  a 20.30s de Moura, com Ivo Nogueira  para já em terceiro, a 33.30s do líder, sendo ele próprio, naturalmente o melhor no CPR2

Ramos Pardal

Armindo continua em lugar pontuável

Armindo Araújo manteve, após o terceiro dia do Rali da Argentina, uma posição entre os dez primeiros classificados da geral. O piloto de Santo Tirso não teve um dia isento de pequenos problemas e depois do tempo perdido nas especiais de ontem, não conseguiu, hoje, recuperar terreno para os adversários que se encontram à sua frente.

Após as sete classificativas disputas, a dupla do MINI John Cooper Works ocupa o décimo lugar da geral e mantém intacto o objectivo de voltar a pontuar no Campeonato do Mundo de Ralis 2012. “Não tivemos um dia muito positivo pois, para além de um furo na classificativa maior do dia, apanhamos em outras especiais o pó de adversários que estavam com problemas e perdemos algum tempo. Apesar de tudo, estamos a conseguir não comprometer a nossa continuidade em prova e mantivemo-nos dentro do top-ten. Não tem sido uma prova fácil e vamos lutar para conseguir terminar dentro dos objectivos que traçamos” afirmou o piloto português na chegada à zona de assistência instalada em Villa Carlos Paz.

Para o derradeiro dia do Rali da Argentina, Armindo Araújo e Miguel Ramalho ainda terão pela frente mais 132,19 km cronometrados, divididos por seis provas especiais onde se destaca obrigatoriamente a passagem por Matadero/Ambul, a classificativa mais longa do Campeonato do Mundo de Ralis, que tem 65,74 km de extensão.

A quinta prova do calendário 2012 termina pouco antes das 16H00 de hoje, domingo, 20H00 em Portugal.
Ramos Pardal

Rallye da Argentina . no fim do 3º dia LOEB lidera e ARMINDO desce ao 10º lugar

Loeb lidera e se Hirvonen está por perto, a marca francesa já decidiu que as posições são para manter. Sordo é terceiro e por lá se deve manter.
Mais uma prova do Mundial, mais uma sensaboria (quase) completa com as posições quase todas definidas ainda a prova nem ia a meio. Com o atraso de P. Solberg, o interesse duma possível luta pela vitória caiu por terra.

Loeb lidera o rali e mesmo se Hirvonen se manteve sempre perto, cedo se percebeu que os dois pilotos da Citroen se limitavam a um andamento de compromisso, algo que também Dani Sordo fazia, pois depois de ontem ter perdido 20s na última especial, devido à opção por pneus duros, hoje o espanhol limitou-se a assegurar a terceira posição.

Com Ostberg calmamente na quarta posição, Al-Attiyah acabou por engrossar a lista dos desistentes. Prokop subiu assim à quinta posição, enquanto a seguir os dois pilotos VW – a correrem nos Skoda Fabia S2000 – se mantiveram sempre muito juntos, mesmo se Ogier acabou por suplantar Mikkelsen. Logo a seguir vem T. Neuville, que depois do capotanço de ontem tem vindo a efectuar bons registos – venceu mesmo a superespecial que fechou o dia -, subindo um pouco na classificação, algo que também fez P. Solberg, claramente o mais rápido – até por aí se vê quanto os pilotos da frente estão a ter andamentos de compromisso – e que na última especial, a 2ª passagem pela superespecial, suplantou Armindo Araújo, que manteve um registo muito constante durante todo o dia, estando agora a fechar o Top10.

No PWRC, N. Fuchs lidera seguido por B.
 Guerra a 50.3s.

Ramos Pardal



Rally Targa-Vieira do Minho Super Especial

Ivo Nogueira é o mais rápido em Vieira do Minho

Arrancou em Vieira do Minho a terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis, com a super especial onde o mais rápido foi o jovem Ivo Nogueira (Citroen DS3 R3T), deixando Pedro Meireles (Mitsubishi Lancer EVO X), a 0.2s. O campeão em título, Ricardo Moura (Mitsubishi Lancer EVO IX), foi terceiro, a 1.70s, na frente de Ricardo Marques (Citroen C2R2 MAX). Pedro Peres (Mitsubishi Lancer EVO IX) foi apenas sexto, enquanto o líder do CPR, Miguel Barbosa teve problemas e perdeu 35 segundos.
Classificação após PE 1
1º Ivo Nogueira (Citroen DS3 R3T) 1:55.10
2º Pedro Meireles (Mitsubishi Lancer EVO X), a 0.2s
3º Ricardo Moura (Mitsubishi Lancer EVO IX), a 1.70s
4º Ricardo Marques (Citroen C2R2 MAX), a 2.60s
5º Renato Pita (Renault Clio R3 Maxi), a 3.30s
6º Pedro Peres (Mitsubishi Lancer EVO IX), a 5.20s
7º David Real Alonso (Ford Fiesta ST), a 7.90s
8º Armando Oliveira (Citroen C2R2 MAX), a 11.90s
9º Paulo Neto (Citroen DS3 R3T), a 12.50s
10º Juan Carchat (Porsche 911 GT3), a 17.20s
11º Felix Macias (Suzuki Swift SPORT), a 24.00s
12º Antonio Viloria (Suzuki Swift SPORT 00:00:25.70
13º Miguel Barbosa (Mitsubishi Lancer EVO IX), a 35.10a
14º Pedro Matias (Fiat Abarth 500), a 2m55.10s
Fonte:Autosport
Ramos Pardal

sábado, 28 de abril de 2012

Rali da Argentina - Após PEC9 - Loeb e Hirvonen mantêm luta pelo comando na Argentina

Sébastien Loeb mantém a liderança do Rali da Argentina, mas continua a ter o seu colega de equipa, Mikko Hirvonen no seu encalço, continuando assim a luta pelo triunfo ainda em aberto.
Loeb havia sido o mais rápido na primeira especial do dia, colocando a diferença entre ambos em 3,9 segundos, mas nas outras duas especiais da primeira secção da manhã Hirvonen respondeu e colocou a diferença em 2,1 segundos.
O piloto francês admitiu ainda ter passado por um momento complicado na derradeira dessas três classificativas, chegando mesmo a referir à World Rally Radio que não sabia como é que tinha conseguido continuar em prova depois de um excesso.
Longe da batalha pelo triunfo está Dani Sordo. O piloto da Ford não tem conseguido responder ao ritmo dos homens da Ford e embora se mantenha no terceiro posto da Geral, está já a 1m30s da frente, mantendo Mads Ostberg, noutro Fiesta WRC, atrás de si, existindo uma diferença de 55 segundos entre ambos.
Para Nasser Al-Attiyah, a nona especial da prova foi azarada, com o piloto do Qatar a bater numa pedra já nos últimos dois quilómetros e a arrancar uma roda do seu Citroën. Ainda que tenha conseguido terminar a especial, o piloto do Citroën não sabe se poderá prosseguir em competição.
Pouco atrás estão Martin Prokop (Ford), na quinta posição, Andreas Mikkelsen e Sébastien Ogier (ambos em Skoda inscritos pela Volkswagen), numa batalha a três que se revela interessante. Armindo Araújo mantém o nono lugar mas está com Thierry Neuville, que regressou hoje à competição ao abrigo do Rally2, cada vez mais perto.
1. S. LOEB 3:06:42.3
2. M. HIRVONEN +2.1
3. D. SORDO +1:30.7
4. M. ØSTBERG +2:26.6
5. N. AL-ATTIYAH +7:58.1
6. M. PROKOP +8:07.5
7. A. MIKKELSEN +8:36.8
8. S. OGIER +8:48.7
9. A. ARAÚJO +11:23.5
10. T. NEUVILLE +11:36.9

Fonte: Autosport
Ramos Pardal