domingo, 8 de abril de 2012

Hanninen vence Circuito da Irlanda

Hanninen vence Circuito da Irlanda ficando assim a seguinte classificaçao do IRC:

Mikkelsen 61
Hanninen 43
Kopecky 40
Wiegand 30

domingo, 1 de abril de 2012

Depois de uma abordagem espectacular, Ricardo Teodosio vira o EVO4 no gancho da PEC29 no Vascão... WRC 2012 Portugal


Fonte ralis a Sul
ramos Pardal

Mikko Hirvonen vence Rali de Portugal


Mikko Hirvonen venceu o Rali de Portugal, uma prova em que a chuva e os acidentes baralharam por completo a ‘normal’ ordem do WRC. Com Sébastien Loeb a desistir logo no primeiro troço após a super especial de Lisboa e os dois Ford oficiais a não conseguirem manter-se na estrada no dia seguinte, o finlandês da Citroen cumpriu a sua obrigação, levando o seu DS3 WRC até ao fim, não permitindo veleidades aos privados. Problemas à parte, grande rali de Dani Sordo e no polo oposto, Armindo Araújo, com um rali para esquecer.
Depois do abandono de Sébastien Loeb no primeiro dia de prova, e da auto exclusão da luta pela vitória dos dois homens da equipa oficial da Ford, não seria muito complicado prever que o vencedor do Rali de Portugal seria Mikko Hirvonen. Quando se viu, no final do segundo dia com uma boa vantagem sobre o resto do pelotão, o piloto finlandês mais não fez do que levar incólume até ao final da prova o Citroen DS3 WRC, sendo muito poucas vezes visto entre os melhores de cada especial.

Apesar de alguns problemas no Fiesta WRC no último dia de prova, Mads Ostberg foi segundo classificado, posição a que chegou no segundo dia, batendo claramente Evgeny Novikov, que tudo fez para assegurar um lugar no pódio. A posição do russo, quando ainda era quarto, chegou a estar em risco no segundo dia de rali, já que Petter Solberg se aproximava a passos largos. Só que o norueguês teve problemas com a direção assistida do seu Fiesta WRC em Almodôvar e Loulé, deixando o russo bem mais descansado.

Na luta pela quinta posição, Martin Prokop ainda foi a tempo de suplantar Nasser al-Attiyah, numa prova que foi um autêntico bodo aos pobres, depois de perder ou ver atrasar, três dos grandes candidatos à vitória. Com tantos abandonos e problemas, Dennis Kuipers foi sétimo, na frente de Sébastien Ogier. Apesar de todos os problemas que teve, Thierry Neuville ainda conseguiu chegar ao nono posto, na frente de Jari Ketomaa.


Sordo vence Powerstage

Dani Sordo teve muitos altos e baixos no Rali de Portugal, já que desistiu logo no primeiro dia, mas depois disso, ao regressar em Rally 2, andou muito bem, recuperando diversas posições, mostrando que o MINI ‘anda’. Ontem, voltou a ter um problema mecânico, em Almodôvar, caindo novamente três posições, terminando a prova com uma vitória na Power Stage, beneficiando um pouco do facto de Petter Solberg disputar o troço já à chuva.

Mau rali para Armindo Araújo

Armindo Araújo teve um mau Rali de Portugal, e só no segundo dia de prova, antes da anulação da segunda secção deu um ar da sua graça. De resto, depois do despiste logo no primeiro, revelou que iria andar no máximo que pudesse, mas isso poucas vezes aconteceu, especialmente nos troços mais longos. No segundo dia, nas primeira passagem por Almodôvar, Vascão e Loulé não foi além do top 14. Andou bem na segunda passagem por Almodovar, onde ofi oitavo, mas depois veio o toque no Vascão, onde danificou a suspensão. Hoje, último dia de rali, só entrou no top 10 nas duas especiais de Sambro, as mais curtas. Tanto em Silves como Santa da Serra esteve muito apagado, inclusivamente com piões pelo meio.
A organização teve uma atuação irrepreensível, e nem mesmo a decisão de anular uma secção inteira mancha o seu trabalho, já que foi claramente a decisão mais correta, pois os riscos de voltar a fazer passar a caravana em locais muito fustigados pela chuva incessante de sexta-feira, iria colocar demasiados problemas. Armindo Araújo revelou-nos que o seu MINI passou na ribeira que criou os problemas, mas já nessa altura com algumas dificuldades. Imagine-se os pequenos Fiesta R2. O público marcou presença em menor número que nas últimas edições, o que é compreensível, já que à crise se juntou a chuva.

Ramos Pardal

sábado, 31 de março de 2012

3ª Etapa Rallye de Portugal Mikko Hirvonen mantém liderança


Após um segundo dia muito movimentado do Rali de Portugal restava a incógnita para saber se o líder Mikko Hirvonen tinha a prova sob controlo ou se Mads Ostberg e Evgeniy Novikov ainda poderiam dar luta pela primeira posição.
Contudo, a primeira especial deste dia deixou logo no ar a ideia de que o finlandês da Citroën poderia controlar, em ritmo normal, o ritmo daqueles dois adversários e, com isso, segurar a liderança. E foi exatamente isso que se comprovou ao longo de todo este dia, com Hirvonen a preferir adotar uma toada muito cautelosa, de gestão e sempre sem cometer erros, tanto mais que podia controlar o andamento de Novikov e Ostberg, ampliando ainda assim a vantagem sobre estes.
Estes foram contando, eles próprios, com alguns problemas, sobretudo o russo que de manhã teve problemas de ignição com o seu Ford Fiesta RS WRC. Assim, e à partida para o último dia, Hirvonen dispõe de 1.11,9s de avanço sobre Ostberg e de 1.41,2s sobre Novikov.

Já a luta pelas posições seguintes foi sempre mais animada, assistindo-se hoje à recuperação impressionante de Petter Solberg, a figura do dia, que começou o dia em 12º e chegou a ocupar o quarto posto da geral à entrada da última classificativa do dia. Contudo, na segunda passagem por Loulé, um problema com a direção assistida do seu Ford Fiesta, levou-o a perder algum tempo e novamente o quarto posto para Nasser Al-Attiyah. A distância entre os dois é de apenas 16,4 segundos, mas se Solberg mantiver amanhã o mesmo ritmo de hoje, será difícil ao piloto do Qatar, que também tem estado muito bem, manter a sua posição. Desta luta ficou de fora Patrick Sandell na 14ª especial quando deu um toque e se viu obrigado a desistir.
Martin Prokop também teve problemas mecânicos com o seu carro ao longo de hoje, embora tenha conseguido terminar em sexto, na frente de Dennis Kuipers, Sébastien Ogier, Peter van Merksteijn e Jari Ketomaa. Este último passou toda a tarde com problemas nos travões traseiros, adotando ritmos mais lentos e, ainda assim, conseguindo encerrar o dia no top 10.
Dani Sordo voltou a mostrar o bom ritmo do seu MINI, triunfando em duas especiais, embora a sua recuperação não tenha chegado a bom porto depois de ter visto o escape ceder, com os seus gases a começarem a invadir o habitáculo. Isso obrigou o piloto espanhol a partir o vidro do lado do navegador para que esses gases pudessem sair. Embora em troca, entrasse a complicada poeira. Nota, ainda, para Jari-Matti Latvala que viu a sua prova afundar-se ainda mais no dia de hoje quando um problema com a pressão de combustível o fez perder mais de 12 minutos.

Entre os portugueses, Armindo Araújo viu o seu dia terminar na especial 15 depois de ter arrancado uma roda do seu MINI, num momento em que estava perto de entrar no top 10.

1. M. HIRVONEN 2:59:33.6
2. M. ØSTBERG +1:11.9
3. E. NOVIKOV +1:41.2
4. N. AL ATTIYAH +6:10.1
5. P. SOLBERG +6:26.5
6. M. PROKOP +6:47.5
7. D. KUIPERS +7:29.8
8. S. OGIER +8:00.2
9. P. VAN MERKSTEIJN (JR) +8:38.7
10. J. KETOMAA
Fonte: autosport
Ramos Pardal

Bule estava no sitio certo, e venceu o Open !


Orlando Bule levou a melhor na prova do Open que acompanhou este sábado o Vodafone/Rali de Portugal, cumprindo as classificativas de Almodôvar, Vascão e Loulé.
Foi uma prova bastante animada, pois teve três comandantes, precisamente um em cada especial de classificação do rali. Ricardo Teodósio foi o primeiro, ao ganhar logo cerca de 37 segundos à concorrência, mas a seguir o azar bateu-lhe à porta. O piloto algarvio, que conseguiu o triunfo o ano passado, este ano entrou bem na prova, mas na segunda especial não conseguiu evitar uma saída de estrada onde capotou. Ainda terminou a classificativa, mas o carro não ficou em condições para continuar.
Nesta altura Luis Mota saltou para o comando da prova, mas tinha atrás de si José Merceano a 17,2 segundos e ainda faltavam os 22,57 quilómetros da especial de Loulé. Só que nem um nem outro conseguiram vencer. Mota furou o pneu da frente do lado direito e teve que parar em plena classificativa para mudar a roda, que curiosamente tinha tirado antes de entrar neste troço por apresentar algum desgaste. Já Merceano, problemas com a caixa de velocidades ditaram o abandono. Com tudo isto, Orlando Bule viu abrirem-se as portas para o triunfo, ele que rodou sempre perto dos dois primeiros: “Estava muito duro e escorregadio, mas conseguimos imprimir um bom andamento e estou muito satisfeito com o triunfo”, disse no final da prova o piloto de Serpa.
Com estas alterações, Bruno Costa ascendeu ao lugar intermédio do pódio, depois de uma ligeira saída de estrada na zona espetáculo do primeiro troço. Até ao final as coisas já foram mais calmas, com o piloto a controlar quem vinha atrás de si, neste caso, Márcio Marreiros. Este também teve uma saída de estrada logo no início e problemas de embraiagem na segunda especial. Estes problemas agravaram-se a seguir e terminou mesmo sem embraiagem. Mário Almeida posicionou-se no quarto lugar, ele que já não competia há muito tempo, confidenciando no fim estava satisfeito apesar de ter caído a um campo. A fechar a lista dos cinco primeiros ficou António Nunes que adotou uma toada sem exageros, pois queria acima de tudo terminar
Fonte rallye de Portugal
Ramos Pardal

Bule venceu o Open do Rallye de Portugal 2012



Ramos Pardal

FIA WRC Academy Fisher venceu


Alistair Fisher venceu a ronda inaugural da FIA WRC Academy. A prova terminou após a primeira secção do terceiro dia de competição do Vodafone Rally de Portugal. O britânico superou todas as dificuldades ao longo da prova, nomeadamente as difíceis condições que tantas baixas provocaram no dia de ontem.
O primeiro dia teve quatro troços e cada um teve um vencedor diferente. Brendon Reeves ganhou a super-especial em Lisboa, enquanto Fredrik Ahlin, Pontus Tideman e Fisher foram os mais rápidos nas classificativas nocturnas de quinta-feira, respectivamente.
Mas foi nas condições difíceis do segundo dia, com a estrada cheia de lama e muito escorregadia, que Fisher começou a mostrar a sua supremacia. O piloto do Fiesta R2 venceu as duas primeiras classificativas do dia e, na derradeira, todos os pilotos da academia ficaram com o mesmo tempo pois esta tinha sido neutralizada, depois de um carro que passava antes ter ficado preso numa passagem de água.
Os troços da tarde foram cancelados e Fisher terminou, assim, a segunda etapa na liderança. No derradeiro dia, Brendo Reeves, com duas vitórias, e Ahlin, com uma, pressionaram o líder mas o sueco acabou por abandonar e Fisher conseguiu manter-se na frente da classificação.
Com este resultado, lidera a competição. Nota ainda para João Silva que perdeu muito tempo devido a uma saída de estrada e acabou a sua primeira prova na FIA WRC Academy em oitavo.
À chegada ao Estádio Algarve, João Silva estava apesar de tudo conformado com o facto de ter conseguido chegar ao final da etapa, afirmando que “foi como um pesadelo, tentar não perder muito tempo nas condições que encontramos e para as quais assumo que não estava de todo preparado. Nunca tive de enfrentar especiais á noite e na terra, e tivemos muitos momentos de visibilidade totalmente nula, motivando as nossas saídas de estrada e alguns sustos. Foram sem dúvida os momentos mais difíceis que já tive de enfrentar num rali e não imaginam a quantidade de outros concorrentes que fomos passando pelo percurso. Foram momentos quase inacreditáveis.”
“Pois o resultado poderia ter sido bem diferente para pior. Serviu para eu perceber que no futuro terei de adaptar o meu sistema de notas a este tipo de condições, melhorando a forma de referências que uso para classificativas nocturnas. Simplesmente nunca tive de enfrentar tais dificuldades, e dei mais um passo para evoluir, aprendendo infelizmente com consequências ao nível da nossa classificação, mas nunca vou deixar de me aplicar ao máximo.”
Ramos Pardal

Mikko Hirvonen cada vez mais isolado no Rali de Portugal


Petter Solberg volta a vencer; Petter Solberg prossegue a sua missão de recuperação no Rali de Portugal e voltou a firmar o melhor tempo na primeira passagem por Loulé. O piloto da Ford foi o mais rápido no troço, deixando Dani Sordo a 9,1 segundos, enquanto Jari-Matti Latvala gastou mais 14,4 segundos. Contudo, este último contou com maior desgaste ao nível dos pneus, não conseguindo mimetizar o ritmo do seu companheiro de equipa.

Thierry Neuville foi o quarto, a 17,6 segundos, ao passo que o líder da prova, Mikko Hirvonen, foi quinto e mais veloz do que Evgeniy Novikov e Mads Ostberg, os seus rivais mais diretos, embora estes dois se tenham queixado de problemas de perda de potência com os motores dos seus carros. Ostberg perdeu tempo ainda com um toque na traseira.

Armindo Araújo firmou o 14º tempo, com o piloto português do MINI a gastar mais 1.00,5s do que Solberg. “Está tudo bem com o carro, está a funcionar bem. Não estamos a ser muito rápidos neste momento, mas vamos tentar ser mais rápidos nas próximas passagens”, começou por dizer à Antena 3. Para Armindo, esta manhã acabou por não ser fácil, destacando a dificuldade para encontrar “o equilíbrio certo: nalgumas curvas há muita tração, noutras já não há muita aderência. Os troços estão mais inconsistentes”, concluiu.

Na Geral, Hirvonen está cada vez mais só na frente, dispondo agora de 47,3 segundos de vantagem para Ostberg, enquanto Novikov está em terceiro, a 1.09,5s. Na quarta posição, Patrick Sandell, está 4.08,8s. Com a sua prestação nesta amanhã, Solberg já é nono, mas não muito distante dos dois pilotos que rodam à sua frente, Dennis Kuipers e Peter van Merksteijn. Armindo Araújo, com um ritmo mais lento, está mais longe do objetivo que é o top 10, rodando agora no 12º posto e com Dani Sordo a apenas 0,8s de distância.

Geral

1. M. HIRVONEN 2:10:38.6
2. M. ØSTBERG +47.3
3. E. NOVIKOV +1:09.5
4. P. SANDELL +4:08.8
5. M. PROKOP +5:02.3
6. N. AL ATTIYAH +5:02.5
7. D. KUIPERS +6:11.5
8. P. VAN MERKSTEIJN (JR) +6:21.3
9. P. SOLBERG +6:31.5
10. J. KETOMAA +7:09.4
11. S. OGIER +7:12.6
12. A. ARAÚJO +7:44.8
Fonte Autosport
Ramos Pardal

Rallye de Portugal - Dia 1 e 2 video


Ramos Pardal

sexta-feira, 30 de março de 2012

Rallye de Portugal - Hirvonem resiste ao diluvio


Ontem tinha regressado a noite, hoje regressou um verdadeiro dia de Rali de Portugal de antigamente! Chuva e nevoeiro em força! E os pilotos da frente a caírem que nem tordos! Desistências e mais desistências que fizeram com a prova tenha, logo no início deste segundo dia, perdido quase todo o seu interesse desportivo, principalmente na luta pela vitória. Porém, a anulação de 3 troços, até poderá ter sido muito positiva para o resto da prova. Os desistentes de hoje agradecem!

A organização acabou por anular a segunda secção do dia, levando a que a maioria dos pilotos tivesse andado um dia inteiro para fazer apenas dois troços, já que S. Brás de Alportel apenas foi feito pelos pilotos da frente, até Ogier.
Se ontem, a desistência de Loeb parecia ter colocado a vitória no “prato” da Ford, os seus dois pilotos, Latvala e Solberg, acabaram por estragar tudo e ficaram pelo caminho. Latvala logo em Tavira, Solberg em Alcarias. Com isso, Hirvonen, mesmo se muito penalizado pela ordem de partida, acabou por ficar (quase) sozinho e a nada acontecer de extraordinário, basta-lhe manter o carro na estrada – algo que como se viu hoje não é assim tão fácil! – para vencer em Portugal.
Quem acabou por sair beneficiado com a ordem de partida – que a partir do segundo dia é, entre os primeiros, por ordem inversa de classificação – foi Dani Sordo, mas também Armindo Araújo e até Martin Prokop, mas destes acabou por ser Sordo a abrir o livro, ganhando os 3 troços realizados e recuperando muito tempo. O piloto espanhol, que era 43º terminou o dia em 13º!

Armindo Araújo, mesmo partindo em segundo, não esteve, nem de perto, nem de longe, perto da performance de Sordo, mas mesmo assim lá foi fazendo tempos interessantes, um 6º em Tavira, um 3º em Alcarias e um 5º em S. Brás de Alportel. No final do dia, Armindo é já o 11º quando ao início do dia era 32º!
Entretanto a anulação de três troços, acabou por ser benéfica para os pilotos da Ford que assim viram ser “retirados” 15 minutos de penalização, e assim P. Solberg é 12º e Latvala 14º. Mas também Tanak e Neuville, sairam muito beneficiados e estão em 15º e 16º. Se todos regressarem, como no momento em que escrevemos, é o que tudo indica, ainda poderemos ter um rali minimamente interessante, com pelo menos bons pilotos a passar pelos troços e com alguns dos mais rápidos a quererem recuperar posições.

Com as previsões de chuva a manterem-se para amanhã, embora Hirvonen, Novikov e Ostberg tenham grande vantagem, o facto de partirem atrás vai-lhes ser muito penalizador, pelo que deverão perder algum tempo.
Ramos Pardal